INTRODUÇÃO
O objetivo desse Blog é levar você a uma reflexão maior sobre a vida, buscando pela compreensão das leis divinas o equilíbrio
necessário para uma vida saudável e produtiva.

CONSIDERAÇÕES INICIAIS
Prezados irmãos e amigos. Não pretendo com esse Blog modificar o pensamento das pessoas. Não tenho a pretensão de ser dono da verdade, pois acredito que nenhuma religião ou seita detém o privilégio de monopolizá-la. Apenas estou transmitindo informações, demonstrando a minha crença, a minha verdade. Cabe a cada indivíduo a escolha de como quer entender as coisas do mundo em que vive, como quer viver a sua vida, e quais os métodos que quer utilizar para suas colheitas. Como disse Jesus, "A semeadura é livre, mas a colheita é obrigatória", ou seja, o plantio é opcional, você planta o que quiser, mas vai colher o que plantar. Por isto, muito cuidado com o que semear.
Pense nisso!

Dê vida a esse Blog. Comente!
Seu comentário é muito importante!

domingo, 18 de setembro de 2022

 


Retificação de rumo

A dor é o grande agente de retificação de rumos, atuando de forma implacável como um verdugo que cobra reajustes e abate o ímpeto dos mais recalcitrantes, forçando-os a meditarem e a buscarem o apoio dos valores do espírito. Dentro  deste princípio, fomos buscar no livro “Contos e Apólogos”, do Espírito Irmão X, uma história que bem ilustra o que queremos dizer. Intitula-se “O Caçador Providencial”. Conta-nos assim o autor: Conversávamos acerca do sofrimento, quando o orientador hindu que nos acompanhava contou com simplicidade infantil: -O Anjo da Libertação desceu do Paraiso a este mundo, pousando num cômoro verdejante, a reduzida distância do mar. Aproximaram-se dele um melro, um abutre, uma tartaruga e uma borboleta. Reconhecendo que essa era a assembleia de que podia dispor para a revelação que trazia, o iluminado peregrino começou, ali mesmo, a exalçar as virtudes do Alto, convidando-os à vida superior. Com frases convincentes, esclareceu que o melro, guindado aos cimos de luz, transformar-se-ia num pombo alvo, que o abutre seria metamorfoseado numa ave celestial, que a tartaruga receberia nova forma, suave e leve, em que lhe seria possível planar na imensidão azul e que a borboleta converter-se-ia em estrela luminescente...Os ouvintes assinalaram as promessas com emoção; no entanto, assim que o silêncio voltou a reinar, o melro alegou: -Anjo bom, escusai-me! Um ninho espera-me no arvoredo... Meus filhotes não me entenderiam a ausência... E afastou-se, apressado. O abutre confessou em tom enigmático: - Comovente é a vossa descrição do Plano Divino, entretanto, possuo interesses valiosos no mundo. Preciso voar. E partiu, batendo as asas, a fim de arrojar-se sobre uma carniça.  A tartaruga moveu-se lentamente e explicou: - Quisera seguir-vos, abandonando o cárcere sob o qual me arrasto no solo, contudo, tenho meus ovos na praia... E regressou, pachorrenta, à habitação que lhe era própria. A borboleta chegou-se ao pregador da bem-aventurança e disse, delicada: -Santo, não posso viajar convosco. Moro num tronco florido e meus parentes não me desculpariam a fuga. E tornou à frescura do bosque. O Anjo, que não podia violentá-los, marchou, sozinho, para diante. A  borboleta, porém, apenas avançara alguns metros, na volta à casa, viu-se defrontada por hábil caçador que lhe cobiçava as asas brilhantes. Após longa resistência, tentou alcançar a árvore em que residia, mas, perseguida, presenciou a morte de alguns dos familiares que repousavam. Chorosa, buscou refugiar-se em velha furna, sendo facilmente desalojada pelo implacável verdugo. Ensaiou, debalde, esconder-se entre velhos barcos esquecidos na areia. Tudo em vão, porque o homem tenaz era astucioso e sabia frustrar-lhe todas as tentativas de defesa, armando-lhe ciladas cada vez mais inquietantes. Quando a pobre vítima se sentia fraquejar, lembrou-se do Anjo da Libertação e voou ao encontro dele. O mensageiro divino recebeu-a, contente, e, oferecendo-lhe asilo nos próprios braços, garantiu-lhe a salvação. O narrador fez pequena pausa e considerou: -O sofrimento é assim como um caçador providencial em nossas experiências. Sem ele, a Humanidade não se elevaria à renovação e ao progresso. Quem se acomoda com os planos inferiores, dificilmente consegue descortinar a Vida Mais Alta, sem o concurso da dor. Saibamos, assim, tolerar a aflição e aproveitá-la. Quando a criatura se vê na condição da borboleta aflita e desajustada, aprende a receber na Terra o socorro do céu. Calou-se o mentor sábio, e, porque ninguém comentasse o formoso apólogo, passamos todos a refletir. Irmão X

REFLEXÃO:

O homem terá que superar as tendências inferiores que ainda carrega, aprendendo a expandir sua própria percepção sobre a Criação. As limitações do corpo que carrega, impede, muitas vezes, que perceba sua natureza divina, fazendo com que se mantenha ligado ao imediatismo das coisas do mundo, valorizando apenas aquilo que lhe proporciona condições de viver na matéria. A acomodação é a maior inimiga que o homem pode ter na escalada evolutiva e, quase sempre, se origina da inércia a que ele se entrega diante das suas limitações físicas, intelectuais e morais. A falta de constância, a ausência de espírito de luta, a preguiça, a desculpa, a desilusão, são posturas comuns no homem encarnado, mas inadequada ao progresso e a evolução. Quando encarnado, submetido ao pesado fardo da matéria, apesar de dotado da capacidade de pensar, discernir, escolher o seu caminho, o homem se vê preso às necessidades imediatas e a compromissos do mundo, que acabam por acomodá-lo, impedindo-o de realizar voos mais altos na direção de sua espiritualidade. Muitos, não se preocupam ainda em pensar ou buscar entender o significado de suas vidas: o que somos? Qual a nossa destinação?;  Por que esse ciclo contínuo entre a vida e a morte? Por que somos tão diferentes uns dos outros? O homem, em geral, só se lembra de buscar o Criador quando a vicissitude lhe abate o ânimo, quando se sente impotente para resolver seus próprios problemas. A dor lhe obriga a questionar os porquês da vida, e o induz a retificar seu caminho pela mudança de postura. Mas, em geral, diante dessas circunstâncias, o homem não consegue se livrar da bagagem imprópria que traz consigo, cheia de paixões inferiores, de apegos, de ilusões, de orgulho. Quanto maior o apego aos valores errados, quanto mais pesada a bagagem de ilusões, maior seu sofrimento diante das dores do caminho, e menos preparado ele se encontra para os embates da vida, para as lições da evolução. Todos os dias somos submetidos a essas lições, e temos a oportunidade de aprendermos num processo continuado de ensaios e erros.A aflição e a vicissitude são instrumentos retificadores de postura diante das necessidades de aprendizado espiritual. A revolta, a desesperança, a queixa, a reclamação, não são formas adequadas de se enfrentar a realidade das coisas. Além de não ajudarem a resolver os problemas, ainda agravam os débitos, aprisionando as pessoas em atitudes negativas e improdutivas. Os mensageiros da boa vontade, os trabalhadores de Jesus, esforçam-se incessantemente para colocar nos corações endurecidos a resignação, a esperança, e fazem um convite constante para colocarmos nossa visão num futuro espiritual. Alguns, compreendem e aceitam o convite com mais facilidade. Outros, reagem e se negam a aceitá-lo, achando-se donos da verdade; existem também aqueles que, apesar de já compreenderem, mantem-se ligados aos afazeres do mundo, único campo que valorizam, e em que gravitam, não encontrando tempo para a religação com o Criador. Para os que reagem, a dor atua como caçador implacável, forçando-os a refazerem seus caminhos. Diante da dor, evidencia-se a impotência do homem. Aí, aparece a busca de um abrigo, de um consolo, e a necessidade de ampliação dos sentimentos. Diante da dor sobrevive a verdade, impulsionando as criaturas a se tornarem mais úteis umas com as outras, e a diminuírem, cada vez mais, a influência que ainda sofrem dos valores da matéria. Nossa crença afirma que a acomodação é a maior inimiga do progresso, e nos lembra da necessidade de buscarmos a luz da sabedoria nas menores ações do dia a dia. Desse modo, é preciso compreender que nada é definitivo no homem. Tudo muda. Tudo evolui. Tudo se modifica sob o influxo da vontade da Criação. Portanto, temos que melhorar todos os dias, por menor que seja essa melhoria. Francisco de Assis pela sua perseverança, pela constância na busca de seus objetivos, dizia ser necessário que, a cada dia se colocasse um tijolo na construção de nossas vidas. Em pouco tempo, poderíamos observar a igreja que fomos capazes de construir com nosso esforço continuado.

Muita Paz!

A serviço da Doutrina Espírita; com estudos comentados, cujo objetivo é levar as pessoas a uma reflexão sobre a vida, buscando pela compreensão das leis divinas o equilíbrio necessário para uma vida feliz.

Leia Kardec! Estude Kardec! Pratique Kardec! Divulgue Kardec!

O amanhã é sempre um dia a ser conquistado! Pense nisso!

 

domingo, 11 de setembro de 2022

 


O Suicídio não resolve o seu problema

O suicídio continua em alta. Infelizmente. Apresenta-se das formas mais diversas. Desde o ser que, voluntariamente, agride sua integridade física ao que deixa de cuidar da saúde, no intuito de apressar o fenômeno da morte. O Setembro Amarelo chegou. E, com ele, a missão de conscientizar a população sobre o suicídio, de modo a tentar evitar esse problema (prevenível em até 90% dos casos). O suicídio não é solução. Ele não resolve nenhum problema, nenhuma dificuldade, muito pelo contrário, ele só agrava qualquer situação. O mês de setembro é marcado pela campanha de valorização da vida. É uma campanha de conscientização sobre a prevenção do suicídio, com o objetivo direto de alertar a população a respeito da realidade do suicídio no Brasil e no mundo e suas formas de prevenção. Há momentos na vida em que muitas criaturas perdem a coragem de seguir em frente. Essa situação é mais frequente do que se imagina. Em casos extremos, o desânimo, a melancolia ou a depressão podem precipitar a ideia do suicídio. O silêncio em torno do assunto, o torna reconhecidamente um abominável tabu, e só agrava a situação. O dicionário diz que tabu significa um tema, um assunto sobre o qual preferimos não falar, e o suicídio é um tabu. É um assunto que achamos desagradável comentar. Entretanto, nunca foi tão importante falar sobre esse tema, com a intenção de reduzir os números das estatísticas divulgadas no mundo e no Brasil. Dez de setembro é o dia mundial da prevenção ao suicídio. Os especialistas no assunto afirmam que é preciso falar mais sobre o tema. No entendimento dos técnicos do Ministério da Saúde, o suicídio já é considerado um problema de saúde pública e tem como principal causa a depressão. Dificuldades financeiras, doenças, drogas lícitas ou não, desenganos da vida e, também, a ausência de religiosidade do ser humano fazem com que essa incidência se torne cada vez mais preocupante. O suicida não quer deixar de viver, ele quer “livrar-se” daquilo que o aflige. A fragilidade humana decorrente dos sentimentos e emoções mal vivenciados oportuniza esse ato de desespero, e para quem acredita que a vida não se resume do berço ao túmulo, sabe que aumentamos em grau elevadíssimo nossas aflições do amanhã, ou seja, o Espírito segue além-túmulo com tudo que aqui construiu de bom ou não. Lembremo-nos sempre de que a vida é um ciclo de desafios que são provas para o nosso processo evolutivo. O suicídio acontece e com pessoas que sequer imaginávamos. Uma pessoa contente não necessariamente é uma pessoa feliz. Ser sorridente não é ser feliz, ser sociável também não. Como a pessoa se sente por dentro é totalmente diferente. Muitos fatores podem aumentar os riscos de alguém cometer suicídio. Essas criaturas, por não se sentirem com forças para suportarem tais situações, acabam desistindo de suas jornadas terrenas, acreditando mesmo que, se tirar a própria vida, o sofrimento acabará. Mas será que acaba mesmo? Ledo engano. O sofrimento continua lá no outro lado da vida. E a grande frustração do suicida é saber que não morreu e que ainda ficou com um agravante. O Espírito encarnado que desiste de sua existência terrena, atentando contra a própria vida, cria um ambiente turvo, onde suas lembranças e agonias criam uma atmosfera desagradável. Logo, o suicídio é o maior, o mais trágico e lamentável equívoco que o ser humano pode cometer. Vamos procurar mostrar como se origina esse sofrimento do suicida. Nós sabemos que o espírito está ligado ao corpo físico pelo perispírito, e o  Fluido Vital é que mantém essa ligação. O Fluido Vital é uma energia que nós recebemos por ocasião da nossa reencarnação. E quanto de Fluido Vital o Espírito recebe para realizar o seu aperfeiçoamento espiritual? Cada espírito tem um tempo determinado para viver; 5, 20, 40, 70, 80, 90 anos, por exemplo, e, consequentemente, recebe uma carga de Fluido Vital compatível. O suicida, ao sair da vida física antes do tempo determinado, quebra todo o processo estabelecido para a sua jornada terrena, causando problemas sérios no seu perispírito, pois, a criatura está no mundo espiritual com o tanque cheio do Fluido Vital. Mas, por que o tanque está cheio? Simplesmente porque ela saiu do palco da vida antes do tempo que havia programado. Se existe algo que não faz parte da programação do Espírito, esse algo é o suicídio. Claro que ela usou o seu livre-arbítrio, mas isso não estava previsto. Não é o Fluido Vital que mantém o Espírito ligado à matéria? Ora, se o suicida está com tanto Fluido Vital assim, o que vai acontecer? Ele vai se sentir ligado à matéria. Esse Fluido Vital vai continuar mantendo essa estreita ligação entre o Espírito e a matéria. Mas a matéria não vai entrar em decomposição? Vai! E o Espírito vai sentir isso. Ele vai sentir a decomposição como se fosse nele mesmo. Ele vai sentir os odores fétidos? Vai! Ele agora tem a lei da repercussão. É a lei das consequências. É a lei de causa e efeito, por isso ele experimenta esse sofrimento. Finalizando, a observação mostra que as consequências do suicídio realmente não são sempre as mesmas. Porém, algumas dessas consequências são comuns a todos os casos de morte violenta, isto é, aquela em que acontece a interrupção brusca da vida. As consequências advindas desse estado de coisas são o prolongamento da perturbação do espírito, seguida da ilusão que o faz acreditar, por um tempo mais ou menos longo, que ele ainda faz parte do mundo dos vivos. Informam as pessoas que se suicidaram, através de médiuns espíritas pelos quais se comunicam, que não existem palavras para descrever os sofrimentos (inenarráveis, portanto) por que passa um suicida no mundo espiritual, não por castigo divino, mas por frustração, sentimento de culpa, colhendo o que semeou. Sofrem pelo constrangimento em que se encontram por verem verdadeiro tudo aquilo que negavam. Outros se sentem como num braseiro, terrivelmente atormentados. Essa expressão como num braseiro, aqui usada, não nos remete à fantasias medievais das chamas do inferno, mas exprime bem o estado de angústia e dores do suicida. Afirmam ainda que a fome, a desilusão, a pobreza, a desonra, a doença, a cegueira, qualquer situação, por mais angustiosa que seja, sobre a Terra, ainda seria excelente condição comparada ao que de melhor se possa atingir pelos desvios do suicídio. O homem não tem o direito de dispor da própria vida, somente Deus tem este direito. Por isso, o suicídio é uma transgressão da lei natural. Portanto, é importante que saibamos que tirar a própria vida é sempre um ato condenável. A Doutrina Espírita é um dos maiores preservativos contra o suicídio. A sua compreensão e estudo têm contribuído para evitar muitas mortes. As provas da imortalidade do Espírito tiram, de vez, a intenção de quem pretende fugir dos problemas por esta via. Os bons Espíritos ensinam que vale a pena viver, por mais difícil que o transe existencial afigure, na certeza de que nenhum de nós se encontra sozinho no palco da vida. Compreender a imortalidade da alma e a reencarnação como leis naturais oferece um novo entendimento da vida, demonstrando que o suicídio não resolve coisa alguma. É nosso dever evitá-lo e dele afastar os incautos, prestes a cair num abismo de dores, recorrendo à prece, ao tratamento espiritual nos Centros Espíritas, ao tratamento médico, ao trabalho em benefício do próximo, onde, doando de nós mesmos aos mais necessitados, afastamos Espíritos obsessores e higienizamos a mente. Somos Espíritos imortais, criados por Deus para a plenitude de nossas expressões e inteligência e emotividade.  Vivemos transitoriamente encarnados em um corpo físico. Ao deixarmos de viver neste mundo, atravessaremos a fronteira, tênue, que nos separa do outro mundo, o espiritual, que é a nossa pátria de origem. As diversas experiências pelas quais passamos fazem parte do nosso aprendizado e das correções de rumo necessárias. Daí, a ideia de um Deus justo e misericordioso, que sempre nos fornece oportunidades para prosseguirmos em novas tentativas de superação dos nossos equívocos; o corpo físico não nos pertence, como um objeto de que podemos dispor a nosso bel-prazer, mas antes é uma concessão temporária de que deveremos prestar contas; A vida é uma sucessão de desafios que, uma vez enfrentados, nos amadurecem, promovendo-nos a novas etapas de aprendizado; A dor, o sofrimento são elementos naturais que nos alertam e convidam a nos corrigirmos, portanto, podemos abandonar o hábito de culparmos a Deus por nossos infortúnios.  Baseado nesses ensinamentos trazidos pelos Espíritos Superiores, Kardec chama a atenção para o efeito nocivo das ideias materialistas e da incredulidade, geradoras da frouxidão moral que aconselha, por sua vez, a desistência da luta diante dos problemas e dificuldades, conduzindo ao ato suicida. Se você está a ponto de cometer a loucura do suicídio, pare! Pense! Espere! O problema pode parecer muito amargo ao coração. A sombra interior é tamanha que você tem a ideia de haver perdido o próprio rumo. Mas, não se mate! Deus não nos abandona. Faça silêncio e ore. O socorro chegará. Por meios que você desconhece, Deus permanece agindo. Há grupos espíritas que se dedicam exclusivamente ao trabalho de assistência aos suicidas, seja por meio de reuniões mediúnicas destinadas a atendê-los, seja por meio de preces em seu favor e de todos aqueles que podem ser afetados por este ato. O tratamento de desobsessão, quando essa causa estiver envolvida, é uma terapêutica eficaz e fundamental para afastar os efeitos da ação invisível do Espírito obsessor. Pensar que acabaremos com nossos problemas, os quais nos parecem sem solução, constitui pura ingenuidade de nossa parte, além de demonstrar falta de fé e confiança no Criador que sempre está junto de nós. Por piores que sejam os nossos problemas, devemos sempre agradecer a Deus a oportunidade que nos é concedida de resgatar os débitos do pretérito. CONCLUSÃO: Todo problema tem solução. Se a sua vida está difícil, vale a pena acabar com ela? Claro que não! Afinal, quem hoje em dia não sofre ou não tem problemas sérios a resolver? Ora, se tanta gente que carrega uma cruz pesada consegue vencer suas dificuldades, por que você não vai conseguir também? Por isso, nem pensar em desertar da vida pela porta falsa do suicídio. Aliás, o melhor a fazer é parar para pensar. Guardando a certeza de que todos os problemas da vida têm solução. Então, se você está se sentindo fraco ou deprimido, levante a cabeça erga os olhos para o céu e, com humildade, peça a ajuda de Deus, pois Ele nunca deixará você na rua da amargura e do desespero. A morte buscada intencionalmente não é a solução, e nunca será, pois, na verdade, a vida prossegue e continua após a morte. É exatamente por essa razão que o Espírito do suicida se defronta com a dura realidade, isto é, de que continua vivo, levando consigo todos os seus problemas, aumentados pelas lembranças das cenas trágicas da destruição do próprio corpo. Você já imaginou como sofrem a família e os amigos de um suicida? Portanto, reflita. Você que já aguentou muita coisa, por que não vai aguentar mais decepções. Faça uma prece a Deus pedindo ajuda, e siga em frente para a luta. Deus não abandona nenhum de Seus filhos, por mais pecador que ele seja. Falar de suicídio, portanto, pode salvar vidas. E, é isso que desejamos. Nenhum sofrimento é eterno e todo esforço será recompensado, portanto, meditemos nessas reflexões. OBS: O Ministério da Saúde celebrou uma parceria com o Centro de Valorização da Vida (CVV), uma organização que oferece apoio emocional, pelo telefone 188, à pessoas com pensamentos suicidas.

Muita Paz!

A serviço da Doutrina Espírita; com estudos comentados, cujo objetivo é levar as pessoas a uma reflexão sobre a vida.

Leia Kardec! Estude Kardec! Pratique Kardec! Divulgue Kardec!

O amanhã é sempre um dia a ser conquistado! Pense nisso!

domingo, 4 de setembro de 2022

 


Marta e Maria. A Escolha da melhor parte.

O texto fala a respeito da visita de Jesus à casa de uma mulher cujo nome era Marta. É um episódio da vida do Mestre Galileu, que aparece apenas no Evangelho de Lucas. Dentre tantas mulheres citadas na Bíblia e que nos servem de exemplo, vamos conhecer mais duas que viveram no tempo de Jesus e que foram amadas por Ele. Marta e Maria viviam em um povoado chamado Betânia, distante a cerca de uma hora de Jerusalém, e cercado por imensos campos de cevada e de pequenos bosques de oliveiras e figueiras, que sombreavam a estrada para Jericó. Este povoado ficava no sopé do Monte das Oliveiras, cenário de algumas passagens evangélicas. Também na casa morava Lázaro, irmão de Marta e Maria. O Evangelista não menciona o nome dele, porque a sua intenção foi somente descrever a atitude de Jesus neste caso e o Lucas não se preocupou em nos “apresentar a família” da anfitriã do Rabi.

A história: Quando Jesus ia para Jerusalém, ele às vezes passava por Betânia e visitava as irmãs e Lázaro. Elas eram mais que seguidoras de Jesus; eram suas amigas. Numa dessas visitas, Jesus levou alguns discípulos. Ali era o único lugar onde Jesus podia gozar de algumas horas de sossego, de intimidade familiar, era como se estivesse em casa. E Marta, a irmã mais velha de Lázaro, era a primeira a recebê-Lo. Nessa visita, aconteceu o célebre episódio em que o Mestre enfatiza a escolha da melhor parte. No acontecimento, Marta convida o Mestre para jantar e pernoitar. Assim, ela se esmerou para apresentar-lhe uma calorosa recepção. Enquanto realizava um serviço, pensava em mais outro, mais outro, e foi ficando desanimada, inquieta, irritada, e começou a murmurar. O seu trabalho de amor estava se tornando uma tarefa pesada demais. Enquanto Marta se fadigava na labuta caseira, Maria, sem deveres de hospitalidade a desempenhar, está sentada no chão junto aos pés de Jesus, indiferente ao serviço da casa, ouvindo o Seu ensino, provavelmente, desejando beber avidamente de tudo o que saía daqueles lábios, e O ouvia atentamente, embevecida com Sua palavra suave e envolvente. Marta, entretanto, estava atarefada com muito serviço. Ia e vinha, preocupada em deixar a casa em ordem e à altura de tão ilustre visitante. Exercia as rotineiras tarefas domésticas; preocupava-se com a refeição a ser preparada, dispor a mesa, arrumar os leitos. Desejava oferecer ao Mestre e a seus acompanhantes o melhor. Marta não podia saborear os ensinos de Jesus, pois estava muito preocupada com pormenores e coisas secundárias. Ela estava atarefada, inquieta, por estar trabalhando sozinha e perder o ensino do Rabi (O sentido da obrigação de dona-de-casa foi mais forte que o desejo de aprender). Então, Marta começou a se considerar vítima, e passou a acusar a irmã diante do hóspede amado e dos apóstolos dele. Aproveitando-se de uma aproximação junto a Jesus, Marta decidiu reclamar com Ele sobre a despreocupação da irmã, e pede-Lhe que diga à Maria que vá ajudá-la nas tarefas. Mas o Mestre não fez Maria ajudar sua irmã. Ele explicou a Marta que não era necessário ficar preocupado com tantas coisas. Exercitando o dom de converter as situações mais delicadas e difíceis, e aproveitando a oportunidade para transmitir valiosas lições, Jesus fitou compassivo a sua hospedeira e respondeu serenamente: “Marta, Marta! Estás ansiosa e preocupada com muitas coisas; entretanto, poucas são necessárias, ou melhor, uma só, e Maria escolheu a melhor parte, a qual não lhe será tirada”. A resposta do Mestre é clara; condena as preocupações de Marta, e louva a preferência de Maria. Ambas tinham personalidades diferentes, mas, cada uma a seu modo, amava Jesus. Marta é a imagem do discípulo ativo, que quer servir ao Mestre da melhor maneira possível. E Maria é a representação do discípulo que ouve a palavra de Jesus, deixando-se atingir totalmente por ela. As duas maneiras de ser discípulo devem se conjugar, pois ambas as atitudes são necessárias: escutar e servir. Assim seguimos nós na vida: muitas vezes Marta, poucas vezes Maria. Marta e Maria são exemplos de posturas e escolhas que fazemos em nossa vida diária. Variados problemas que enfrentamos nascem de excessivo envolvimento com situações transitórias, preocupação com a vida material. Muitas pessoas são excessivamente preocupadas com a subsistência, com a limpeza da casa, com os negócios. Apegam-se a situações efêmeras e bens transitórios; vivem estressadas, inquietas, irritadas, abrindo campo a desajustes físicos e psíquicos. Começam a confundir causa com consequência, realidade com ilusão, necessário com supérfluo. E, aí, vem o alerta de Jesus: “Marta, Marta! Estás preocupada com muitas coisas”. Este turbilhão interior, que perturba Marta e nos perturba, é consequência do afastamento da realidade espiritual de nossa existência, dos valores maiores que são o alimento para nosso espírito. Maria simplesmente se posta aos pés do Rabi. E ouve. Bebe suas palavras, sacia seu espírito sedento por sabedoria. Jesus aconselha Marta a pensar nas coisas espirituais que são eternas, e a colocar as prioridades em seu lugar certo. Tudo tem seu tempo certo; tempo de cozinhar, tempo de descansar, tempo de aproveitar a presença do Mestre em sua casa e ouvir Dele lições preciosas para sua vida. Isto Maria fez e foi elogiada por Jesus. Acredito que não tenha sido fácil para Marta, perturbada com tanto trabalho, incomodada de ver a irmã sentada sem fazer nada, ouvir do Mestre que era ela que se perturbava em excesso com coisas de menos importância, e que Maria havia escolhido de fato a melhor parte. Só que esta não era ficar sentada sem fazer nada enquanto Marta trabalhava; era dedicar-se ao trabalho de autoaprimoramento na escuta de Jesus, aproveitando a oportunidade que lhe estava sendo oferecida. Então, qual a melhor parte? Qual a nossa escolha? Marta ou Maria? Não é fácil responder à pergunta que nos é colocada. Depois de pensar no assunto, julgo que, tanto Marta como Maria, eram muito dedicadas e comprometidas com o Reino de Deus. Jesus não disse que Marta tivesse procedido mal. Ela era bem intencionada, mas com a sua preocupação com as coisas materiais, ela descurava, esquecia-se do seu próprio alimento espiritual. Se quisermos ser somente Marta, cairemos num ativismo sem fim, trabalhando tanto para a Seara do Senhor, que nos esqueceremos do Senhor da Seara. Se optarmos por ser somente Maria, viveremos num mundo distante do mundo real, sempre esperando a vida em outro mundo; acabaremos nos alienando da realidade humana que é tão cara a Jesus. O Espiritismo revela que estamos aqui como alunos num educandário, convocados ao aprendizado das leis divinas. Isto envolve o aprimoramento espiritual, a aquisição de valores e de virtudes, o desenvolvimento de nossas potencialidades criadoras. As complicações e complexidades são criadas pelos desejos do próprio homem, não pela necessidade. Não há razão para preocupações desnecessárias. O essencial é pouca coisa; aliás, o essencial é apenas uma coisa: estar apto para o reino de Deus. Acordemos, pois, nossa “parte Maria”. Aquela que escolhe e acolhe Jesus em sua vida interior, que escolhe a parte que não lhe será tirada, o tesouro que não será roubado nem comido pelos vermes da terra. Encontremos, em nosso dia a dia, momentos onde possamos nos colocar aos pés do Mestre, onde possamos nos dedicar a estar em sintonia com Seus ensinamentos, com o Seu Evangelho de amor. Por isso, irmãs e irmãos, sejamos discípulos Marta e Maria. Pessoas que trabalham sem cansar para a construção do Reino, alimentando-se diariamente da palavra do Cristo. Os ensinamentos de Jesus são as nossas regras de vida, sigamo-los! Variados problemas que enfrentamos nascem de excessivo envolvimento com situações transitórias, o excesso de preocupação com a vida material. Escolhem a melhor parte as pessoas que orientam suas ações em direção a esses objetivos, desapegando-se dos interesses do mundo. Daí, podemos concluir que, de bem pouco precisa o homem na Terra para seu sustento. Não há razão para preocupações desnecessárias. Assim sendo, Maria é que estava com a razão. Escolheu o que é bom, a parte boa, e esta jamais lhe será tirada. Este estudo é uma lição curta em seus termos, mas profunda em seus significados e nos ajuda a refletir sobre nossas escolhas nas atividades do dia-a-dia. Trata-se da conquista do Espírito que, à medida de sua evolução, aprende a selecionar o essencial do supérfluo.

Muita Paz!

A serviço da Doutrina Espírita; com estudos comentados, cujo objetivo é levar as pessoas a uma reflexão sobre a vida, buscando pela compreensão das leis divinas o equilíbrio necessário para uma vida feliz.

Leia Kardec! Estude Kardec! Pratique Kardec! Divulgue Kardec!

O amanhã é sempre um dia a ser conquistado! Pense nisso!

domingo, 28 de agosto de 2022

 


O Dom Esquecido

Página do livro Jesus no Lar, pelo Espírito Neio Lúcio.

A narrativa se passa em reunião na casa de Simão Pedro, onde Jesus aproveita as discussões entre seus discípulos para transmitir lições de sabedoria. Entendo que essas estórias de Neio Lúcio possam ser interpretadas como parábolas modernas, devido aos ensinamentos que podemos extrair delas.

Conta-nos, assim, o autor espiritual. Existiu um homem, banhado pela graça do merecimento, que recebeu do Alto a permissão para abeirar-se do Anjo Dispensador dos dons divinos que florescem no mundo. Ante o Ministro Celeste, o mortal venturoso pediu a bênção da Mocidade. Recebeu a concessão, mas, em breve, reconheceu que a juventude poderia ser força e beleza, mas também era inexperiência e fragilidade espiritual, e, já desinteressado, voltou ao Doador Sublime e solicitou-lhe a Riqueza. Conseguiu a abastança e gozou-a longo tempo; todavia, reparou que a retenção de grandes patrimônios provoca a inveja maligna de muitos. Cansando-se na defesa laboriosa dos próprios bens, procurou o Anjo e rogou-lhe a Liberdade. Viu-se realmente livre. No entanto, foi defrontado por cruéis demônios invisíveis, que lhe perturbaram a caminhada, enchendo-lhe a cabeça de inquietudes e tentações. Extenuado, em face do permanente conflito interior em que vivia, retornou ao Celeste Dispensador  e suplicou o Poder. Entrou na posse da nova dádiva e revestiu-se de grande autoridade. Entendeu, porém, mais cedo que esperava, que o mando gera ódio e revolta nos corações preguiçosos e incompreensíveis e, atormentado pelos estiletes ocultos da indisciplina e da discórdia, dirigiu-se ao benfeitor e implorou-lhe a inteligência. Todavia, na condição de cientista e homem de letras, perdeu o resto da paz que desfrutava. Compreendeu, depressa, que não lhe era possível semear a realidade, de acordo com os seus desejos. Para não ser vítima da reação destruidora dos próprios beneficiados, era compelido a colocar um grão de verdade entre mil flores de fantasia passageira e, longe de acomodar-se à situação, tornou à presença do Anjo e pediu-lhe o Matrimônio Feliz. Satisfeito em seu novo desígnio, reconfortou-se em milagroso ninho doméstico, estabelecendo grandiosa família, mas, um dia, apareceu a morte e roubou-lhe a companheira. Angustiado pela viuvez, procurou o Ministro do Eterno e afirmando que se equivocara mais uma vez, suplicou-lhe a graça da Saúde. Recebeu a concessão. Entretanto, logo que se escoaram alguns anos, surgiu a velhice e desfigurou-lhe o corpo, desgastando-o e enrugando-o sem compaixão. Atormentado e incapaz agora de ausentar-se de casa, o Anjo amigo veio ao encontro dele e, abraçando-o, paternal, indagou que novo dom pretendia do Alto. O infeliz declarou-se em falência. Que mais poderia pleitear? Foi então que o glorioso mensageiro lhe explicou que ele, o candidato à felicidade, se esquecera do maior de todos os dons que pode sustentar um homem no mundo, o dom da coragem que produz entusiasmo e bom ânimo para o serviço indispensável de cada dia.

Então, Jesus, sorrindo, ante a pequena assembleia, rematou: Formosa é a mocidade; agradável é a fortuna; admirável é a liberdade; brilhante é o poder; respeitável é a inteligência; santo é o casamento venturoso; bendita é a saúde da carne. Mas se o homem não possui coragem para sobrepor-se aos bens e males da vida humana, a fim de aprender a consolidar-se no caminho para Deus, de pouca utilidade são os dons temporários na experiência transitória.

Reflexão: Deus, o criador de todas as coisas, concede ao homem, espírito em processo evolutivo, a liberdade de escolher os seus caminhos e, com isto, traçar, construir o seu próprio destino. Seja qual for a estrada escolhida, o homem se depara com as experiências necessárias, para lhe proporcionar as lições responsáveis por sua evolução espiritual. Dependendo da escolha feita, o caminho a ser percorrido pode ser mais árduo, mais penoso, mais brando ou mais leve. Mas a realidade da vida demonstra que, em qualquer percurso, existem sempre experiências, lições, aprendizados, com suas consequências naturais. Cabe ao homem percorrer o caminho escolhido com coragem, com determinação, com paciência, com disciplina, com entusiasmo, para conseguir amealhar em si os valores positivos da experiência e de elevá-los aos patamares sublimes da espiritualidade superior. Nós sabemos que não é fácil para o homem, quase sempre ligado apenas aos resultados imediatistas, perceber essa verdade. Em cada caminho uma lição; em cada passo um valor a ser aprendido, a ser interiorizado. O Criador não se preocupa com as dores ou sofrimentos que estamos passando momentaneamente, pois nada é eterno. Tudo se modifica, tudo evolui. Seu foco em relação a nós está ligado à forma com que conseguirmos superar as nossas vicissitudes, e com a postura de resignação ou revolta que estejamos desempenhando. Aquele que vive preocupado com os pontos futuros a serem atingidos, quando visitado pela impaciência, costuma desistir da caminhada e escolher novos rumos, reiniciando experiências e vivendo em eterno conflito consigo mesmo. É claro que é necessário sabermos aonde pretendemos chegar. Mas é preciso entender que todo caminho é construído de pequenos passos, que devem ser dados no momento presente. A felicidade do homem não está em atingir este ou aquele ponto futuro, mas em cada pequeno passo conquistado. Assim, a felicidade do homem deve ser vista como a própria oportunidade de caminhar, de superar obstáculos, de aprender as lições da estrada, de adquirir conhecimento e sabedoria, ao longo da relação com o mundo em que vive. O sucesso e a felicidade dependem fundamentalmente de nosso ponto de vista e de nossa postura no caminho. Disse um pensador que não existem homens fracassados, mas, sim, pessoas inconstantes, que desistem de caminhar, que desertam das experiências. A lei do trabalho e a lei do progresso nos impõem que aquele que procura acha, e aquele que caminha chega sempre ao ponto desejado. Diante da dificuldade natural, o homem costuma reclamar da falta deste ou daquele dom, ou desta ou daquela habilidade que lhe permita ter sucesso. Procura justificar suas falhas ou inconstância pela falta de recursos, pela ausência de poder e assim por diante, não percebendo que o importante é agir. Todos esses dons temporários pedidos: poder, mocidade, riqueza, liberdade, saúde, inteligência, trazem suas consequências naturais, e são isoladamente impotentes para ajudar o homem na superação dos obstáculos e nas experiências nos caminhos escolhidos.  Sem coragem, sem determinação, sem entusiasmo, ingredientes que fortalecem o espírito, dando-lhe paciência, resignação e disciplina, nenhum empreendimento terá sucesso, fazendo o homem fugir das dificuldades ao invés de superá-las pelo esforço digno. Sem entusiasmo nada se consegue, pois o objetivo sempre nos parece longe, e já nos faz sentir cansados, antes mesmo de iniciarmos a caminhada. Quando visitados pelo desânimo diante de nossas provas, é sempre bom olharmos para trás, para o passado, para o conceito histórico de nossas vidas. Com certeza, verificaremos o quanto já caminhamos, o quanto já crescemos. Esta atitude reforça a fé. Faz crescer a esperança e germinar a coragem e o entusiasmo em nossos corações. Há a necessidade de percebermos que não existe o caminho certo, o caminho melhor. O que existe é sempre aprendizado; é sempre prova; é sempre experiência. Por isso, devemos aproveitar as oportunidades que nos são concedidas para escolhermos por onde caminhar. Vendo em cada pedra da estrada não um problema ou dificuldade, mas uma grande oportunidade de aprender, de melhorar, de crescer em sabedoria. Assim, não deixemos que as aflições ou obstáculos sejam empecilhos para aquilo que desejamos. Não deixemos que o aparente fracasso nos deprima ou nos paralise a caminhada, ou mesmo que nos faça desviar de nossos objetivos. Acredite! A felicidade que tanto procuramos está na oportunidade de caminhar. Que os dons desejados sejam sempre: a coragem, que traz a força; a resignação; a tolerância; a paciência e a persistência. Com eles seremos capazes de administrar bem nossas provas. Que possamos sempre pedir: Senhor! Dai-nos a coragem e a determinação para mudarmos aquilo que podemos. A resignação diante das coisas que não podemos mudar. E a sabedoria para saber distinguir uma das outras.

Muita Paz!

A serviço da Doutrina Espírita; com estudos comentados, cujo objetivo é levar as pessoas a uma reflexão sobre a vida, buscando pela compreensão das leis divinas o equilíbrio necessário para uma vida feliz.

Leia Kardec! Estude Kardec! Pratique Kardec! Divulgue Kardec!

O amanhã é sempre um dia a ser conquistado! Pense nisso!

 

 

domingo, 21 de agosto de 2022

 


O Homem e a vida espiritual

A Crença que devemos ter nas coisas que ainda não conseguimos ver

Estamos neste mundo corpóreo, considerado como de expiações e provas, para passar por experiências que nos são adequadas, tendo em vista o aprendizado e a evolução do nosso ser, onde crer ou não crer em nossa natureza espiritual não é essencial para que vivamos essas experiências. Crer ou não crer em Deus também não é essencial para que o homem seja capaz de viver neste mundo. A vida lhe foi dada e ele terá que vivê-la. Portanto, não importa como ele percebe essa vida ou deixa de crer sobre ela. A fé, entretanto, significa o repositório dos valores morais que ajudam a nortear a caminhada terrestre. Dependendo daquilo que se creia, pode-se assumir diante do mundo uma postura que contraria a moral necessária à harmonia universal. A fé refletida pelas crenças ajuda o homem a construir seu caminho, motivando-o e impulsionando-o no sentido de uma vida proveitosa. Aquele que não crê na vida espiritual tem mais dificuldade para justificar as necessidades de harmonia com valores morais. A fé espírita é apoiada na lógica e no princípio de que o Universo está em constante evolução. Mesmo com tantos conflitos, essa evolução se dá na Humanidade, dia após dia, ano após ano. É algo incontestável. Basta olharmos para a história da vida no planeta e constatarmos através de inúmeras formas que a evolução nunca parou, independente da vontade do homem. Os seres espirituais utilizam-se do corpo para viverem experiências sob condições limitantes de sentidos e de movimentos, necessitando aprender do que seja compartilhar com seus semelhantes a obra da Criação. Algumas pessoas só acreditam naquilo que os seus cinco  sentidos materiais conseguem  perceber. É a chamada regra de São Tomé: “Ver para crer”. Para estas pessoas, torna-se difícil crer na vida após a morte, ou mesmo crer em Deus, o que me parece um contrassenso. Como não crer em Deus, o Criador de todas as coisas, se os nossos sentidos estão constantemente a observar o dia e a noite, a chuva e o sol, as árvores, os pássaros, as estrelas. Como negar então a existência  do Criador se estas coisas não foram feitas pelo homem, que mais nada é do que simples criatura? Segundo a teoria materialista, nossa alma é a sede da inteligência e o princípio da vida material orgânica, mas se aniquila com a morte. Estes que assim pensam acham que depois da morte nada resta, e que a alma é criada junto com o corpo. Os espiritualistas, no entanto, acreditam que a alma é a causa da inteligência, mas independente da matéria.  Creem que a alma sobrevive a morte. Assim pensam todos aqueles que professam as chamadas religiões não materialistas: judeus, árabes, budistas e todas as religiões orientais. A Doutrina Espírita é espiritualista, mas diferencia-se de outras seitas cristãs por crer que a alma não apenas sobrevive após a morte como também é pré-existente à vida. A Doutrina Espírita é reencarnacionista. Em “O Livro dos Espíritos” encontramos os seguintes pontos básicos de nossa crença, de nossa fé: Deus é eterno, imutável, imaterial, único, onipotente, soberanamente justo e bom. Assim, Deus é justiça. Criou o Universo, que abrange todos os seres: animados e inanimados; materiais e imateriais.  Os seres materiais constituem o mundo visível ou corpóreo, e os imateriais o mundo invisível ou dos espíritos. O mundo dos espíritos é o mundo normal, primitivo, eterno, preexistente e sobrevive a tudo. O mundo corporal é secundário, poderia deixar de existir ou não ter jamais existido, sem que isso se altere a existência do mundo espiritual. A alma é o espírito encarnado, sendo o corpo apenas o seu envoltório. Portanto, o espírito não é um ser indefinido. É um ser real. Esta é a nossa crença, e nela está a base de nossa fé e o apoio dos valores que norteiam nossas ações. No meu entendimento, não pode o homem moderno, o homem do século XXI, dizer que crê apenas naquilo que vê. A Ciência evoluiu tanto, e já deu demonstrações factíveis que muita coisa existe além daquilo que o homem é capaz de perceber através dos seus sentidos materiais. As ondas eletromagnéticas, responsáveis pelas transmissões de rádio, de televisão, de telefonia celular, são exemplos do que estou me referindo. Ninguém vê a onda de televisão, mas a voz e a imagem de quem está falando chegam e se reproduzem em nossos aparelhos. Portanto, são reais. Não é porque nem todos conseguem ver ou perceber a presença do mundo espiritual que ele não exista. Sabemos que os nossos sentidos são todos materiais. Aqueles que conseguem perceber além da matéria são considerados como possuidores de um sexto sentido. Portanto, não se trata de ver para crer, mas ao contrário, de crer para ver, e a visão neste caso tem o sentido de perceber a natureza do mundo espiritual à nossa volta. Os princípios contidos em O Livro dos Espíritos e a doutrina cristã trazida por Jesus, o Mestre dos Mestres, são o grande consolo que podemos usufruir neste mundo de expiações e provas. Que Deus nos permita compreender e manter nossa fé na vida futura e na evolução espiritual. Que possamos converter nossas ações em utilidade para o mundo em que vivemos.

Muita Paz!

Estou a serviço da Doutrina Espírita; com estudos comentados, cujo objetivo é levar as pessoas a uma reflexão sobre a vida, buscando pela compreensão das leis divinas o equilíbrio necessário para uma vida feliz.

Leia Kardec! Estude Kardec! Pratique Kardec! Divulgue Kardec!

O amanhã é sempre um dia a ser conquistado! Pense nisso!

domingo, 14 de agosto de 2022

 


A Parentela corporal e espiritual

Esse estudo é baseado na página “A Escola das Almas”, do livro Jesus no Lar, pelo Espírito Neio Lúcio. Como sempre digo, entendo que essas estórias de Neio Lúcio possam ser interpretadas como parábolas modernas, devido aos ensinamentos que podemos extrair delas. A narrativa se passa em reunião na casa de Simão Pedro, onde Jesus aproveita a ocasião para transmitir lições de sabedoria. Conta-nos, assim, o autor espiritual: Congregados em torno do Cristo, os domésticos de Simão ouviram a voz suave e persuasiva do Mestre, comentando os sagrados textos. Quando a palavra divina terminou a formosa preleção, a sogra de Pedro indagou, inquieta: - Senhor, afinal de contas, que vem a ser a nossa vida no lar? Contemplou-a Ele, significativamente, demonstrando a expectativa de mais amplos esclarecimentos, e a matrona acrescentou: - Iniciamos a tarefa entre flores para encontrarmos depois pesada colheita de espinhos. No começo, é a promessa de paz e compreensão; entretanto, logo após, surgem pedras e dissabores. Reparando que a senhora galileia se sensibilizara até às lágrimas, deu-se pressa Jesus em responder: -O lar é a escola das almas, o templo onde a sabedoria divina nos habilita, pouco a pouco, ao grande entendimento da Humanidade. E, sorrindo, perguntou: -Que fazes inicialmente às lentilhas, antes de servi-las à refeição? A interpelada respondeu, titubeante: -Naturalmente, Senhor, cabe-me levá-las ao fogo para que se façam suficientemente cozidas. Depois, devo temperá-las, tornando-as agradáveis ao sabor. Pretenderias, também, porventura, servir pão cru à mesa? De modo algum, tornou a velha humilde; antes de entregá-lo ao consumo caseiro, compete-me guardá-lo ao calor do forno. O divino amigo então considerou: -Há também um banquete festivo, na vida celestial, onde nossos sentimentos devem servir à glória do Pai. O lar, na maioria das vezes, é o cadinho santo ou o forno preparador. O que nos parece aflição ou sofrimento dentro dele é recurso espiritual. O coração acordado para a vontade do senhor retira as mais luminosas bênçãos de suas lutas renovadoras, porque, somente aí, de encontro uns com os outros, examinando aspirações e tendências que não são nossas, observando defeitos alheios e suportando-os, aprendemos a desfazer as próprias imperfeições. Nunca notou a rapidez da existência de um homem? A vida carnal é idêntica à flor da erva. Pela manhã emite perfume, à noite, desaparece. O lar é um curso ligeiro para a fraternidade que desfrutaremos na vida eterna. Sofrimento e conflitos naturais, em seu círculo, são lições. A sogra de Simão escutou,  atenciosa, e ponderou: -Senhor, há criaturas, porém, que lutam e sofrem; no entanto, jamais aprendem. O Cristo pousou na interlocutora os olhos muito lúcidos e tornou a indagar: -Que fazes das lentilhas endurecidas não cedem à ação do fogo? –Ah! Sem dúvida, atiro-as ao monturo, porque feririam a boca do comensal descuidado e confiante. –Ocorre o mesmo, terminou o Mestre, com a alma rebelde às sugestões edificantes do lar. A luta comum mantém a fervura benéfica; todavia, quando chegar a morte, a grande selecionadora do alimento espiritual para os celeiros de Nosso Pai, os corações que não cederam ao calor santificante, mantendo-se na mesma dureza, dentro da qual foram conduzidos ao forno bendito da carne, serão lançados fora, a fim de permanecerem, por tempo indeterminado, na condição de adubo, entre os detritos da Natureza.

REFLEXÃO:

Nessa arena de aprendizado que é a Terra, o homem recebeu a missão de evoluir em espiritualidade, pois, foi criado simples e ignorante. Simples porque nada tinha, e ignorante porque nada sabia, além das experiências registradas em seu instinto. Foi dotado de inteligência e livre-arbítrio para que pudesse aprender na vida de relação com seu semelhante. De degrau em degrau, de experiência em experiência, de encarnação em encarnação, o homem oportuniza o exercício da relação com seu semelhante e amplia sua percepção para o significado do amor incondicional. Jesus ao vir à Terra orientar seus irmãos em Deus, falou diversas vezes por parábolas para que, ao longo do tempo, cada um pudesse tirar delas a compreensão necessária. Mas, só falou por parábolas sobre assuntos mais ou menos abstratos de Sua doutrina de amor. Na parte básica, na parte fundamental, foi sempre direto, principalmente no estabelecimento da lei maior, da lei de justiça, amor e caridade. Não usou meias palavras e buscou exemplificar o seu cumprimento. Entretanto, mesmo tendo recebido a mensagem de amor de forma direta, sem rodeios, nem historinhas, o homem não foi capaz de entendê-la, de incorporá-la à sua existência. Daí os conflitos, os desentendimentos, a luta por interesses particulares. Muitos são os cenários nos quais o homem gravita e desempenha o seu papel em todos eles. No entanto, deve tirar lições necessárias para a sua evolução espiritual. Como disse, o homem gravita em cenários diversos: na família, na sociedade, no trabalho, na religião. E, em todos eles, busca representar o papel adequado. Porém, é importante ressaltar que o cenário doméstico, o cenário da família, é o mais repleto de experiências, e constitui-se na primeira oficina de burilamento espiritual. Na família, encontramos os afetos e os desafetos de outras eras, de outras experiências que, assim como nós, necessitam vencer a si próprios e aprender a conviver com irmandade e amor. Deus nos concede a misericórdia do esquecimento do passado para que consigamos manter relações equilibradas com o mundo em seus diferentes cenários. Se assim não fosse, tornar-se-ia muito difícil refazer caminhos, retomar experiências passadas, equilibrar o que foi desequilibrado, convivendo uns com os outros, credores e devedores. É na família, portanto, que estão nossas maiores provas e nossas maiores oportunidades. Assim, sendo, devemos abraçá-las com todo esforço, com toda determinação e resignação para conseguirmos através da ajuda mútua e da compreensão adquirirmos valores do amor incondicional. Como já vivemos muitas vezes a prova da matéria, já tivemos relações com muitos irmãos, muitos pais, muitas mães, muitos filhos. Muitos irmãos do caminho compartilharam conosco as experiências da vida na carne. Portanto, podemos concluir que nossa parentela espiritual é imensa, ultrapassando mesmo os limites de nossa percepção. Poderíamos até dizer que o mundo em si é uma grande família, embora ainda não se comporte como tal. Alguns de nós percebem e aproveitam as oportunidades concedidas e adiantam-se. Outros, tornam-se rebeldes renitentes e teimam em se manterem nas posições da incompreensão, da dureza de coração e, por conseguinte, não conseguem se desprenderem das algemas do orgulho, do egoísmo, da intemperança, da cupidez, da ilusão material. Costumo dizer que ninguém pode percorrer o caminho por ninguém. Ninguém pode ser considerado responsável pelo insucesso do outro uma vez que, a todos compete viver suas próprias experiências. O livre-arbítrio induz à responsabilidade individual, apesar de vivermos relações coletivas, interagindo uns com os outros. A cada um será dado conforme o que tiver edificado. Assim, caro irmão, cara irmã, observa a sua conduta dentro da família. Por mais singela que ela possa ser, procure desenvolver a paciência e a tolerância com seus companheiros de jornada familiar. Se você lida com parente difícil, prova que lhe parece insuportável, percebe que ela é necessária e que, por escolha ou por imperativo, ela lhe foi concedida para o desenvolvimento da sua luz espiritual. Ore, e peça ao Pai misericordioso forças para superar as próprias imperfeições que lhe impede de identificar no parente difícil ao seu lado um irmão de caminhada. Veja pelos olhos do Espírito, para que você possa ser útil ao irmão do caminho, que foi colocado em sua vida. Perdoa e concede a misericórdia, não sete vezes, mas setenta vezes sete vezes para cada falta. Se hoje já conseguimos perceber uma tênue luz espiritual a nos apontar o caminho, devemos exercitar a tolerância, a humildade, e estender a mão àqueles que ainda teimam em se manterem à margem da estrada. Todos que aqui estamos, neste planeta de expiações e provas, somos carentes de afeto, carentes de misericórdia, carentes de indulgência para nossas faltas. Colhemos hoje o que semeamos no passado. Somos pecadores contumazes, e esse fato por si só já não nos autoriza a julgarmos quem quer que seja. Assim, se hoje nos sentimos ofendidos, devemos expandir nossos sentimentos e aprender a perdoar. Se hoje sofremos as consequências dos conflitos humanos, e somos bafejados pela ingratidão daqueles que nos são caros, devemos agradecer a experiência concedida, e tirar dela a oportunidade de amparar e suportar nossas dores com resignação. A família terrestre é a grande oficina de aprendizado. É a escola das almas, que permitirá o nosso acesso aos planos sublimes ou a permanência nos planos de sofrimento e dor. Aproveitemos, pois, as oportunidades de conviver e aprender com os irmãos difíceis da jornada terrestre.

Muita Paz!

A serviço da Doutrina Espírita; com estudos comentados, cujo objetivo é levar as pessoas a uma reflexão sobre a vida, buscando pela compreensão das leis divinas o equilíbrio necessário para uma vida feliz.

Leia Kardec! Estude Kardec! Pratique Kardec! Divulgue Kardec!

O amanhã é sempre um dia a ser conquistado! Pense nisso!

domingo, 7 de agosto de 2022

 


Universidade de Amor

Quando o princípio espiritual conquistou a condição de exercitar sua evolução através do ser “hominal”, isto é, na forma de homem, adquiriu o direito de escolher os próprios caminhos, passando a ser uma entidade individualizada pela sua inteligência e pela sua vontade. Apesar de todos nós termos iniciado essa caminhada como seres simples e ignorantes, nos diferenciamos uns dos outros pelas escolhas que fizemos dos caminhos que desejávamos percorrer.

Em todas as jornadas escolhidas, voluntária ou involuntariamente, existem lições a serem aprendidas, provas a serem vencidas, flores e espinhos a serem colhidos, pedra e lama a serem ultrapassadas.

O Espírito não regride. Caminha sem ajuda a procura de iluminação. Aprende sempre nas experiências felizes e, principalmente, nas infelizes, onde é obrigado a compreender como a vontade e a justiça de Deus se fazem presentes em sua vida. O Espírito aprende sempre, mesmo que permaneça prisioneiro em lições mais demoradas de serem compreendidas. O Espírito traz em si um impulso irresistível e contínuo para buscar a luz, que provém de Deus.

Em todas as experiências na carne e no plano espiritual, onde se mantém aguardando novas oportunidades, existem valores a serem entendidos, aprendidos e incorporados definitivamente no ser.

Poderíamos mesmo dizer que esses valores vão sendo agregados pelo Espírito no caminho da virtude que ele tem que percorrer. Independentemente do caminho escolhido os valores imperecíveis deverão ser conquistados. O termo mais apropriado para este aprendizado é realmente conquistado. Não é uma simples aquisição por troca como fazemos no plano terreno da matéria. Mas por mérito, por condição definitiva. Aqueles que já podem vislumbrar, mesmo que tenuamente, o caminho da verdade podem escolher as provas que julgam convenientes experimentar, e as expiações que necessitam vivenciar para reparação do caminho. Porém, aqueles que não conseguem perceber, o recebem como imposição de Deus, assim como os pais matriculam contra a vontade dos filhos nos seus primeiros anos escolares.

Poderíamos considerar o planeta Terra e toda a atmosfera à sua volta, onde gravitam bilhões de seres entre mergulhos na carne e espera na erraticidade, como uma universidade de amor, onde alguns evoluem baseados num sistema de créditos, escolhendo as matérias que devem estudar a cada ciclo reencarnatório. Quando encarnado, o ser consegue vivenciar suas próprias experiências na relação com seus semelhantes, buscando tirar delas os valores necessários para a sua evolução. Assim, podemos dizer que há criaturas que nos ensinam o correto uso do dinheiro; que nos ensinam a necessidade de perseverar; que nos induzem a compreender o valor da solidariedade e da afetividade; que nos ensinam a aplicação do poder da autoridade e suas consequências ilusórias.

Na relação com seus semelhantes, o homem aprende a necessidade de desenvolver o trabalho edificante e educativo que forja a paciência e o ensina a valorizar a humildade e a doação.

Com certeza, a Terra é uma universidade espiritual, onde cada um de nós curte suas experiências, escolhe suas provas, e conquista por mérito o viver no caminho do bem. O currículo de elevação espiritual que nos é próprio, nos níveis inferiores à infância espiritual, as provas e as experiências são impostas, e a liberdade de escolha é limitada. Nos níveis superiores, as missões substituem as provas e consubstanciam em ações sublimes o aprendizado do amor.

O direito de escolher os dons que nos serão concedidos ou as experiências que devemos viver é proporcional ao mérito e aos valores que já foram adquiridos pelo Espírito. Daí, a verdade na sabedoria popular que afirma que Deus não dá fardos pesados a ombros fracos.

No auge do desenvolvimento na universidade terrena, o Espírito consegue perceber o sentido da unidade exemplificada por Jesus quando dizia: Eu e o Pai somos um. Eu estou Nele e Ele está em mim.

Assim, meu irmão, minha irmã, observa o caminho que hoje você percorre. Se colhe dores, sofrimentos, ingratidão e incompreensão; se erra, padece de doenças do corpo e desequilíbrio do espírito, crê, és um Espírito livre, matriculado na universidade do amor.

Todas as suas provas foram por você escolhidas ou condicionadas para que pudesse conquistar os valores da virtude e do amor. Não se lastime. Não tema, confia. Permanece ligado ao Mestre Jesus. Pede força para que você consiga sair das experiências de hoje como um ser mais evoluído. Mais belo e capaz de distribuir o amor de Deus por todas as criaturas.

Muita Paz!

A serviço da Doutrina Espírita; com estudos comentados, cujo objetivo é levar as pessoas a uma reflexão sobre a vida.

Leia Kardec! Estude Kardec! Pratique Kardec! Divulgue Kardec!

O amanhã é sempre um dia a ser conquistado! Pense nisso!