34 - HARMONIZAÇÃO E SAÚDE
Dizem os psicanalistas que o homem totalmente sadio sob o ponto de
vista físico e psíquico, é quase uma utopia. Somos quase que todos na maioria,
enfermos. Nosso grande erro tem sido procurar apenas nas farmácias nossa saúde
e felicidade, esquecendo que a doença sempre nasce em nosso interior. As
moléstias, portanto, refletem a enfermidade da alma. Um corpo saudável reflete
atitudes corretas e perfeitas da mente. Se alimentarmos nosso íntimo com
pensamentos saudáveis de amor, bondade e compreensão, dificilmente nos
enfermaremos. A saúde é, pois a harmonização do indivíduo para com as leis
espirituais, que do mundo oculto atuam sobre o plano físico.
Se maltratarmos nosso íntimo com pensamentos negativos de
descrença de medo, de raiva e vingança, estaremos propensos a adoecer. Por isso
é muito comum o aparecimento de inúmeros distúrbios orgânicos, quando passamos
por contrariedades, estresse ou ansiedade. Todas as vezes que entramos em
desarmonia com as leis de Deus,
estamos indiretamente provocando doenças e desequilíbrios em nosso
corpo somático.
O volume de ódio, cólera, ciúme, egoísmo, luxúria, cobiça que
imprudentemente acumulamos no nosso íntimo, são fatores preponderantes para o
surgimento de distúrbios orgânicos e psíquicos.
Vivamos, portanto, profilaticamente na certeza do preceito bíblico
de que: “Se procurarmos as coisas de Deus, tudo o mais (inclusive a saúde) nos
será dado de acréscimo.” (Pv. 8:17).
Nada é mais saudável para nosso corpo e mente que a luta que temos
de realizar em nós mesmos, para que possamos enterrar definitivamente o homem
velho cheio de aflições e dificuldades, a fim de surgir o homem novo pleno de
amor e paz.
O caminho para essa transformação não está nos remédios e sim na
observância do código mais simples e perfeito que foi ditado aos homens, que é
o Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo.
Procure o quanto possa
desapegar-se dos bens materiais, pois são verdadeiras algemas que podem lhe
trazer muita dor e sofrimento.
Viva com a certeza de
que nada no mundo nos pertence. Quando daqui sairmos nada levaremos a não ser o
bem que proporcionarmos aos nossos semelhantes. Quando partirmos, aqui
deixaremos tudo, até mesmo nosso corpo. Nu entramos no mundo e nu sairemos
dele. Somos apenas usufrutuários dos bens recebidos pela Providência Divina. O usufrutuário
é aquele que detém os poderes de usar e gozar de um bem imóvel não sendo,
porém, seu proprietário. Perante as leis cósmicas, tudo pertence a Deus e nada nos
pertence definitivamente, perfeitamente. Ao partirmos desta vida, não poderemos
levar nem mesmo um alfinete. Tudo ficará aqui, porque nada nos pertence. Mesmo
em vida, ninguém poderá dizer que tem a propriedade eterna dos bens. Quem
garante o que nos sucederá no dia de amanhã? Grandes fortunas se desmoronam de
um dia para o outro. Tenhamos cuidado também com os muitos elogios e lisonjas,
pois na maioria das vezes eles são dirigidos mais ao cargo que ocupamos do que
à nossa pessoa. É bom até mesmo desapegarmos demasiadamente das pessoas que
amamos muito, pois ao partirmos, sofreremos menos.
A verdade é que os
homens não possuem como seu, nada, senão aquilo que podem levar deste mundo. Ao
invés de ajuntar tesouros que a traça e a ferrugem consumirão, melhor seria se
ajuntássemos os tesouros das boas obras do bem que praticarmos em favor de
nosso próximo, porque essas riquezas, sim, nos acompanharão além-túmulo. A
alegria do bem que realizamos é o maior tesouro que podemos obter.
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32 - CUIDADO COM OS
PENSAMENTOS
O que somos é o
resultado do que pensamos. Para nos sentir melhor temos que pensar melhor. A
mente faz a bondade e a maldade, a tristeza e a alegria, a riqueza e a pobreza.
O homem é o retrato do que pensa.
Se mudarmos nossos
pensamentos, mudaremos a nós mesmos e o rumo de nossas vidas. Às vezes nos
deprimimos porque estamos enviando sistematicamente pensamentos negativos para
nós próprios. Entretanto, podemos aumentar maravilhosamente nossa saúde e
felicidade, controlando nossos pensamentos. Pensar corretamente é habilidade
que se adquire e se desenvolve. William James, o pai da psicologia moderna
afirmou: “A maior descoberta da minha geração é que os seres humanos, alterando
suas atitudes mentais (pensamentos), podem alterar a própria vida”. É certo,
porém, que não é fácil evitar pensamentos negativos. Apesar disto, podemos com
esforço, policiá-los, e até mesmo, interrompê-los. Uma tática muito usada é
boicotar as mensagens negativas caso elas surjam, utilizando o controle de uma
só palavra: Pare! Quando o pensamento mau começa a surgir, dizemos logo: Pare! Uma
vez afastados os maus pensamentos, teremos logo que substituí-los por pensamentos
positivos. Tenha sempre um pensamento previamente preparado. Pense em algo
agradável que lhe aconteceu. Temos que nos acostumar a criar o hábito de
lembrar sempre do melhor que temos em nós, do que realmente pretendemos ser, e
sobretudo, lembrar-nos das coisas que fizemos e que mereceram o elogio dos
outros. Não há maneira melhor de esquecermos nossos males que começarmos a trabalhar
em favor de nossos semelhantes. Trabalhar ajuda muito nossa condição mental,
pois envolvidos com o trabalho, não temos tempo para vagar nossos pensamentos.
Mente vazia é mente sujeita a obsessão.
Vigiemos nossa mente e
coloquemos o Cristo como o sol de nossas vidas.
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31 - VIVAMOS O PRESENTE
Somos demasiadamente
preocupados com o futuro. Essa preocupação com o dia de amanhã traz apreensão,
medo e insegurança. Preocupamos em demasia com contas a pagar, com os negócios,
com a saúde e com o que haveremos de comer, beber ou vestir. Essas preocupações
nos trazem ansiedade e sofremos com a expectativa do que nos pode acontecer.
Através de pesquisas
descobriu-se que de cada cem problemas com os quais nos preocupamos, noventa e
nove nunca acontecem. E quando acontecem há uma intensidade bem menor do que
foi imaginado. Infelizmente somos pródigos em pensar e esperar sempre pelo
pior.
Não vivamos, pois o dia
de amanhã. O futuro a Deus pertence. Coloquemos nossa segurança no momento
presente. O hoje é a única coisa concreta que existe em nossa vida. O amanhã é
uma ilusão. Uma ideia do homem ansioso é quando viaja num trem com uma mala bem
pesada na cabeça. Ao invés de colocá-la no assoalho do vagão teima em carregá-la.
Desçamos as malas de nossas cabeças e nos empenhemos em viver bem o presente
para que sejamos felizes no futuro.
A ansiedade não resolve
problema algum, ao contrário, o agrava. O agora é o momento mais importante de
nossas vidas. Jesus recomendou-nos que: “A cada dia basta a sua preocupação”
(Mt 6:34) e que: “Não vos preocupeis com a vossa vida, quanto ao que haveis de
comer, nem com vosso corpo, quanto ao que haveis de vestir. Não é a vida mais
do que o alimento e o corpo mais do que a roupa?”(Mt 6:25).
Vivamos o presente da
melhor maneira e entreguemos a Deus nossas angústias, fobias e ansiedades
futuras.
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30 - QUANDO MENOS
ESPERAMOS
Por maiores que forem
suas dificuldades e provações, mantenha-se calmo e sereno. Confie em Deus que
não desampara nenhum de seus filhos. Nenhuma dor é eterna e, tudo, mais cedo ou
mais tarde, passará. Nosso sofrimento começa a desaparecer quando começamos a
entender o significado da dor.
O estado de rebeldia e
contrariedade em relação ao sofrimento agrava nossas dores. Aceite tudo que lhe
acontecer como vindo a seu favor e entenda que ninguém sofre sem motivo. Deus é
nosso Pai sábio e amoroso e jamais nos enviará fardos mais pesados que nossa
capacidade de suportá-los.
A compreensão de que
nada de mal nos acontece produz segurança interior. Tenha compreensão e
paciência diante das dificuldades surgidas. André Luiz nos alerta dizendo: “a
paciência em verdade é perseverar na edificação do bem a despeito das
arremetidas do mal e prosseguir corajosamente cooperando com ela e junto dela,
quando nos seja mais fácil desistir”. Prossiga lutando por tudo aquilo que
considera justo, honesto, verdadeiro e confie que as tormentas passarão. Jamais
recue diante das dificuldades, pois elas são colocadas em nosso caminho para
testar nossa capacidade de superação. Se o momento nos exige paciência, lembre-se
de que Deus é paciência infinita. Quando menos esperar as dores e dificuldades
haverão passado, pois em um minuto apenas a tormenta acalma, a dor passa, o
auxílio vem, o amor parte, o ausente chega e a vida muda.
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29 - SE ESTÁS SOFRENDO
Se está sofrendo, tenha
confiança que todas as dores, por maiores que sejam, passarão.
O sofrimento é difícil
de ser suportado, no entanto, na fase evolutiva que nos encontramos, é força
que nos impulsiona aos páramos da luz.
Aceite as dores com
humildade e resignação. Todos sofremos, uns mais, outros menos. A história da
humanidade é uma imensa cadeia de sofrimentos, tanto de ordem física como de
ordem moral. Saiba, no entanto, sofrer e retire da dor tudo que ela possa lhe
ensinar. Ninguém sofre sem merecer. Se sofre muito é porque erra ou errou
muito. Nossos erros advém de nossa ignorância espiritual. O homem é muito mais ignorante
do que mau. O mal é consequência de nossa ignorância. Se todos soubéssemos por
que sofremos, o mundo seria mais ditoso. Portanto, se o sofrimento bateu em sua
porta, não se desespere, pois foi o Cristo que disse: “bem aventurados são os
que choram porque serão consolados” (Mt 5:4).
O espírito iluminado de
São Francisco de Assis referia-se a dor como uma irmã querida, pois sabia que
ela fazia parte de nossa libertação espiritual. Portanto, o sofrimento é útil,
bendito, um elemento necessário à evolução humana. Se não existisse dor, nossa
evolução seria infinitamente mais lenta. Para que sua dor doa menos, procure
conformar-se com ela, pois é através dela que haverá de alcançar a libertação
espiritual. Não se desespere nunca, diante de sua dor.
Aceitar a dor com
humildade não consiste em entronizá-la em seu coração, pois ela não é eterna e
sim passageira. Eterna, será a felicidade que lhe aguarda. A dor por isso deve
ser enfrentada com muita calma e humildade quando surgir no cenário de nossas
vidas, para que não ressurja amanhã por causas idênticas.
Há grande verdade que
nunca podemos esquecer: “o que plantamos temos que colher”.
Paulo em sua carta aos
Gálatas (6:7) afirma: “Não queiras errar; de Deus não se zomba, porque aquilo
que o homem semear isso também colherá”.
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28 - VIVENDO PARA
SERVIR
Se o sentimento de
solidão invadir seu coração, e sentires só e abandonado, não se desespere,
procure na prece e na ação em prol de seus semelhantes o lenitivo para suas
aflições. Lembre-se que solidão não é estar sozinho, e sim vazio de sentimentos
nobres e elevados. Ao invés de ficar reclamando que está abandonado, sem
carinho e afeto, procure entender e perdoar. Feliz do homem que procura sua
felicidade fazendo com que os outros sejam felizes. O Cristo nos ensinou que é
dando que se recebe. Então, que tal procurar oferecer mais carinho e afeto às
pessoas que lhe rodeia? Foi Ele também que nos disse: “é mais bem aventurado
dar do que receber” (At 20:35).
Procure aproximar-se
mais aos corações de seus entes queridos, doando, amor, compreensão e carinho.
Fazer carícias, abraçar, beijar, elogiar, dizer palavras de incentivo lhes
farão bem. Não economize amor, afeto e carinho, pois a nossa felicidade está em
decorrência da felicidade que proporcionamos ao nosso próximo. Pense mais em
dar que em receber e lembre-se do Homem de Nazaré que disse ter vindo ao mundo
não para ser servido e sim para servir. (Mt 20:28).
Tente esquecer os
problemas amando, compreendendo e ajudando. Lembre-se de que somos filhos de
Deus e o Cristão como ninguém, tem por obrigação se compromissar cada vez mais
com a alegria de servir. Renove a cada manhã o seu compromisso com a alegria de
viver, vivendo para servir. Ajude a todos sem esperar retribuição. Sempre ao chegar
em casa, entre porta adentro distribuindo alegria, beijos e abraços, pois esta
atitude lhe ajudará esquecer e superar problemas.
Saia de si mesmo e
esteja pronto para exprimir bons sentimentos, pois a afetividade é parte
integrante de nossa saúde. É sempre dando que haveremos de receber.
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27 - O QUE CONTAMINA O
HOMEM
Tenha cuidado com o
destempero de suas palavras. Uma frase dita com ressentimento pode destruir. Pense
duas vezes antes de proferi-la. O desequilíbrio de nossas palavras pode provocar
verdadeiras tragédias que mais cedo ou mais tarde voltar-se-ão contra nós mesmos.
Se estamos ressentidos, magoados ou aborrecidos com alguém, tenhamos prudência
de silenciarmos nosso desequilíbrio interno. Se não estamos em condições de harmonizar-nos
internamente, tenhamos o controle do silêncio.
Calar diante de um
ataque denota sabedoria. Alexandre Dumas gostava de dizer: “que para cada mal
há dois remédios: o tempo e o silêncio”.
Se soubermos silenciar
no momento certo, talvez amanhã nosso ressentimento estará superado.
Emmanuel nos aconselha
a colocar um pouco de água na boca e não engoli-la diante do adversário
abusado. Quando estivermos a ponto de explodir diante de um antagonista, ao
invés do revide, providenciemos imediatamente um pouco d’água conservando-a na
boca. O silêncio é uma grande força que podemos lançar mão quando estamos
prestes a ofender e magoar as pessoas. É uma força interna que poucos sabem
usar. Se tivermos força suficiente para silenciarmos após iniciada uma
discussão, sentiremos toda a grandeza de nossa ação.
O simbolismo de
nascermos com dois ouvidos e apenas uma boca, nos diz da necessidade de
ouvirmos mais e falarmos menos. Diz a sabedoria popular que se a “palavra é de
prata, o silêncio é de ouro.” Nesta afirmação está contida a sabedoria de milênios
da evolução humana. Faça dela seu lema de vida. Jesus também assim nos ensinou:
“Ouvi e entendei: Não é o que entra pela boca o que contamina o homem, mas o
que sai da boca, isto, sim, contamina o homem.” (Mt 15:10-11)
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26 - ELES PROSSEGUEM
VIVENDO
Por maior que seja sua
dor, não desespere diante da partida daqueles entes amados que lhe precederam
na grande viagem, pois na verdade a morte não existe.
Se você perdeu um ente
querido, não pense que tudo se acabou, ele vive como nós, só que em outra
dimensão. A vida é eterna, alternando-se no plano físico e espiritual, de
conformidade com nossas necessidades evolutivas. De acordo com nosso Mestre,
não encontraremos na morte, nada mais do que vida e vida em abundância. Um dia,
mais cedo ou mais tarde, todos nós nos encontraremos na grandeza da vida
imortal. Por isso, aceite com serenidade os desígnios de Deus e tenha certeza
de que eles, os chamados mortos, prosseguem vivendo e esperando por ti. Esforça-se
para encontrar resignação, pois o amor vence qualquer distância por maior que
seja.
É normal que cessados
os primeiros momentos do impacto que a realidade lhe impôs, se sinta como
órfão, esmagado pela grande dor da saudosa ausência. O seu coração pulsa
desordenado e teme não suportar tão cruel sofrimento. São justos seus
sentimentos, entretanto, não deixe que eles lhe leve ao descontrole e ao
desequilíbrio, pois os chamados “mortos” também sofrem muito com o destempero
de nossas lágrimas. Da mesma forma que anelas por voltar a senti-los, abraçá-los
e acariciá-los, eles também o desejam. Não pense mais em termos de “adeus” e
sim em até logo, e se quer homenageá-los, ore muito por eles, dedicando também algumas
horas de seu tempo em benefício aos que mais necessitam do seu amparo. Em outra
dimensão de vida, eles se sentirão felizes e ditosos percebendo seus esforços
no aprimoramento e na renovação de atos e atitudes. Todos os homens na terra
são chamados a este testemunho de um dia partirem também. Pense nessa viagem e
procure preparar-se para ela e aquieta o quanto possa seu coração para
enfrentar em paz a partida dos seus amores.
Hoje são eles, amanhã
seremos nós.
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25 - PARENTES DIFÍCEIS
Procure compreender e
perdoar incompreensões, ciúmes e a intolerância de todos aqueles que a Divina
Providência colocou sob o mesmo teto que o seu. Nem sempre nossos parentes são
nossos amigos. O grande sábio Salomão já dizia que: “... há amigo mais chegado
que um irmão” (Prov. 18:24).
A abençoada lei de amor
e justiça, que é a reencarnação, nos proporciona quitar débitos com os mesmos
adversários de ontem, vivendo hoje conosco sob as mesmas telhas na condição de
pais, mães, filhos, irmãos e cunhados. No lar, ao lado de almas queridas,
encontramos também antigos desafetos, que a sabedoria divina coloca ao nosso
lado como oportunidade de reconciliação e resgate. Diante do parente mais
difícil, necessário se faz o exercício da compreensão, da paciência e perdão. “Reconciliai-vos
o mais depressa possível com o vosso adversário, enquanto estais a caminho” (Mt
5:25) aconselhou Jesus.
Aproveite a
oportunidade de caminharem juntos, pois talvez ao longo do percurso,
encontraremos o momento mais adequado e propício para esta reconciliação. Emmanuel
nos alerta que: “toda antipatia aparentemente a mais justa, deve morrer para
dar lugar à simpatia”.
Perdoe sempre, pois
presos à carne só enxergamos uma face da moeda de nossas existências. A outra
face só nos será revelada quando estivermos no mundo espiritual. Por isso,
muitas vezes pensamos ser vítimas quando na realidade somos algozes. Nunca
esqueça que não tem os parentes que sonhou e sim aqueles que merecer. Estamos
situados na família certa junto das pessoas mais adequadas à nossa evolução.
Esforce-se, para amá-los, tendo para com eles, os nobres sentimentos do perdão,
da tolerância, da resignação e da paciência.
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24 - PERDÃO PARA NÓS
MESMOS
Se se sente infeliz,
remoendo faltas pretéritas pensando não serem elas, dignas do perdão de nosso
Pai Celestial, é hora de começar a perdoar a si mesmo. O Cristo nos concitou a
amar ao próximo como a nós mesmos. Contudo o perdão, é sentimento nobre, que
abre nosso coração, pois é possuidor da chave de nossa saúde física e mental.
No Evangelho, em Atos
dos Apóstolos (7:30) está escrito: “Deus não leva em conta os tempos da
ignorância”. O próprio direito penal dos homens classifica e penaliza os crimes
dentro dos padrões intencionais ou doloso, passional ou ocasional. Se assim age
a justiça dos homens, por que pensar que o Poder Inteligente que nos rege, julgar-nos-á
sem levar em conta nosso tempo de ignorância? Somos muito mais ignorantes do
que maus, pois se não fora isto, Jesus ao expirar crucificado entre dois ladrões,
não teria suplicado: “Pai perdoai, porque não sabem o que fazem” (Lc 23:34).
Se todos tivéssemos a
certeza de que tudo que semeamos tivéssemos forçosamente que colher, nossas
faltas seriam menores, tão quanto nossos sofrimentos. Se vivemos num planeta de
dor, de provas e expiações é devido à nossa ignorância sobre as leis sábias e
divinas que nos regem. Mudemos nossas vidas e tudo mudará ao nosso redor. O que
importa é nossa atitude sincera de arrependimento, de querer mudar de rumo,
esquecendo nosso passado e seguindo à frente, rumo à nossa evolução. Tenhamos
fé na misericórdia divina, e reafirmemos dentro de nosso íntimo: “Eu perdoo, e
me liberto de todo o meu passado sombrio”.
A perfeição absoluta
não é própria de um planeta de provas e expiações como o nosso, aliás, a
exigência da perfeição é considerada uma das piores inimigas da criatura humana.
Em Salmos (8:11), encontramos: “Tu és bom, Senhor, e perdoas”. A desestima a
nós próprios, nasce quando não nos aceitamos como somos. Admitir e aceitar os
outros como eles são, nos permite que eles nos admitem e nos aceitem como
somos. É, portanto, na prática e no esforço do perdão para nossos inimigos é
que estamos rogando o perdão para nós mesmos.
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23 - EQUILÍBRIO
Procure manter o
equilíbrio. Sua saúde depende do equilíbrio e serenidade de sua mente. Evite
aborrecimentos, brigas e contendas que desestruture seu íntimo trazendo-lhe dor,
infelicidade e doença. Se quiser, nenhum problema, situação desagradável, ou
pessoa serão capazes de roubar sua paz interior.
Não se impressione
demasiadamente com o que as pessoas dizem a seu respeito. Liberte-se da opinião
dos outros como referencial de seu próprio valor. O valor não pode se medido
com base no que as outras pessoas pensam de você. Não se torne pior nem melhor
do que realmente é, pelo fato de alguém falar bem ou mal de você. Siga a
conduta ditada por sua consciência e não perca seu equilíbrio pela inveja, maldade
ou calúnia arremessada contra sua pessoa. Somente aqueles que conservam a serenidade
em meio à ignorância, incompreensão e o tumulto da vida moderna conseguem
manter-se saudáveis. Caminhe em frente, alegre e certo de que haverá de vencer,
por maiores que sejam as dificuldades do caminho. E nunca esqueça de que sua
vitória depende de você.
Se perseverar no bem,
amando e servindo a todos, perdoando e lutando por sua reforma, e por aqueles
que hoje lhe criticam, amanhã com certeza estarão lhe aplaudindo. A felicidade
que almeja não está fora de você. É necessário que a busque dentro de si mesmo,
pois a felicidade é Deus, e Deus habita em nós.
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22 - O SILÊNCIO É DE
OURO
Somos efetivamente
donos de nossos destinos e comandantes de nossas vidas. Temos que tentar
governar da melhor maneira nossos atos e ações. O destempero de nossas palavras
tem nos causado inúmeros problemas espirituais. Uma palavra depois de
proferida, possui um efeito devastador. Tenhamos, pois muito cuidado com o que
dizemos. Jesus nos alertou que o que contamina o homem não é o que entra pela
boca e sim o que dela sai: “porque a boca fala do que está cheio o coração.”
(Lc 6:45).
Um homem de poucas
palavras dificilmente será leviano nas suas conversas, pois sempre medirá suas
palavras. Os que muito falam tendem a realizar pouco. Se observarmos
atentamente, verificaremos que em todo grupo, sociedade ou reunião de pessoas,
as que mais falam, geralmente são as que menos fazem. Até mesmo o simbolismo de
termos nascido com dois ouvidos e apenas uma boca, nos ensina que devemos ouvir
mais e falar menos. Deus é infinitamente silencioso, e quanto mais o homem se
aproxima de Deus, mais silencioso ele se torna. O ruído é dos homens, o
silêncio é de Deus. Jesus era amante do silêncio, gostava de lugares quietos e
ermos onde sempre se refugiava para fazer suas preces e meditações. Nossa alma
necessita de silêncio. Procuremos silenciar nossa voz interior para que
possamos ouvir a voz de Deus.
A palavra é de prata. O
silêncio é de ouro. Nestas duas afirmações estão contidas a sabedoria de
milênios da evolução humana. Faça delas o seu lema de vida. Montesquieu dizia
que: “Aquele que fala irrefletidamente assemelha-se ao caçador que dispara sem
apontar”. Para cada mal, há dois grandes remédios: o tempo e o silêncio. O
silêncio é sempre belo, e o homem que cala é mais belo que o homem que fala.
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21 - O VALOR DA AMIZADE
Diz a sabedoria popular
que: “quem tem um amigo tem um tesouro”. Um provérbio árabe ensina que:
“pode-se viver sem um irmão, mas não sem um amigo”.
Realmente a amizade é
algo necessário em nossas vidas, uma das maiores manifestações de amor,
esvaziamento e doação que podemos oferecer às pessoas que amamos e que queremos
bem.
Quando amamos
sinceramente a um amigo, devemos fazê-lo sem nenhum sentimento de posse. Nossa
amizade deve ser sempre leal e desinteressada. Normalmente, nosso amigo não é
nosso parente, não tem nosso sangue e nem nosso nome, é apenas aquela pessoa a
quem muito queremos e nos afinamos. Com ele, aprendemos amar, renunciando a
todo desejo de posse. O verdadeiro amigo é aquele que sempre está pronto a doar.
O bom amigo se conhece na adversidade através da palavra de conforto, do
conselho e da mão amiga que sempre nos infunda confiança e segurança. Como é
bom sentir que o amigo nos aceita como somos, sem críticas nem censuras, e que,
apesar de nossos erros e defeitos, estão sempre prontos a nos compreender e a
nos querer bem.
Doe sempre mais aos
seus amigos demonstrando-lhes o valor da amizade, mas nunca espere ser
correspondido. Lembre-se de Jesus que nos amou com fidelidade e sem limites,
até mesmo diante da fraqueza de Judas, relevou suas faltas e na hora do beijo
supremo da traição, ainda o considerou amigo. Releve também as faltas e os
erros de seus amigos e cultive sempre a amizade, pois ela se assemelha a uma
plantinha que precisa ser irrigada, adubada e tratada com afeto e carinho.
O verdadeiro amigo é
uma bênção divina, porque ele nos fortalece nas horas difíceis, nos estimula e
nos incentiva ao crescimento e ao progresso. Cultivar, amizades sinceras é como
amealhar, paz, alegria e progresso na senda espiritual que nos aguarda.
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20 - QUEM AMA NÃO
ADOECE
Seu corpo é o templo e
a morada atual de seu espírito. Trate-o, pois com zelo e carinho. Saúde é
harmonia aliada às leis da natureza. Doença é desarmonia. As moléstias correm
por conta do abuso que o organismo faz das leis da natureza. Abuso é moléstia,
uso é saúde. Seja sóbrio na sua alimentação. Coma o necessário. Evite
sobrecarregar seu organismo com excessos alimentares. A sobriedade e a temperança
são grandes virtudes, pois, é quase impossível uma alma nobre morar num corpo
viciado pela gula. Faça exercícios regulares, diariamente. Não fume e não use drogas.
Se beber o faça com moderação. Faça exercícios respiratórios evite ao máximo o
uso de remédios. Mas, lembre-se de que se a saúde do corpo é muito importante,
não o é menor a da alma. Toda enfermidade começa no espírito e termina também
no espírito. As moléstias, portanto, refletem a enfermidade da alma. As doenças
no estado de evolução que nos encontramos são numerosas, porque numerosas são
nossas faltas e dificuldades. Além das desarmonias atuais, trazemos inúmeras
dificuldades do nosso sombrio passado. Tanto a enfermidade quanto a saúde têm
sua origem na mente, nas emoções, nos sentimentos e em todas as sensações da criatura,
como um ser vivo formado de corpo e alma. Em síntese, o mal viver, o mal sentir,
e o mal pensar, podem nos levar a quadros mórbidos dolorosos. Quando nosso
espírito está perfeitamente equilibrado, não há enfermidade que nos ataquem. Cuidemos
de nossa mente para que nossa saúde se reflita em nosso corpo. Somos o que
pensamos, se insistirmos em pensar no mal, na dor, na doença, atrairemos todos
esses males para nós. Pensemos, pois na saúde, na alegria e na prosperidade e nossas
vidas tomarão novos rumos. O amor é o grande antídoto contra todos os nossos
males, pois se há uma verdade é a de que: “quem ama, não adoece”.
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19 - AMAR A NÓS MESMOS
Um dos grandes males
que nos aflige é a sensação de incapacidade e inferioridade que sentimos
perante nós mesmos diante de uma dificuldade a ser superada. Alguns de nós
deixamos ser acometidos pelo famoso complexo de inferioridade. Não vou ser
capaz! Será que vai dar certo? Será que vou dar conta? Será que conseguirei? São
expressões que sempre bailam em nossos pensamentos e nos atrapalham muito. Temos
que acreditar em nossas potencialidades, nos auto-aceitarmos e nos estimarmos
mais. Jesus ditou sua lei maior recomendando-nos que o mesmo amor que temos por
nós, devemos também ter por nossos semelhantes. Logo, em momento, algum Jesus condenou
o amor a si mesmo. Muito pelo contrário, recomendou que o sentimento de amor
que a pessoa tem por si própria, de tão bom que é, também se estenda aos
outros. Amar a nós mesmos não é egoísmo não. O perigo está em não expandirmos
esse amor aos nossos semelhantes. Temos que otimizar nossas vidas. A essência
do otimismo é acreditarmos que Deus é o nosso Pai amoroso. Nada de mal nos
acontecerá se formos perseverantes. Se tivermos fé inabalável e ilimitada tudo
dará certo. Tudo nos será possível se tivermos fé em nossas potencialidades e
se acreditarmos nas palavras de Jesus: “Tudo é possível ao homem que crê” (Mc
9:23).
Qualquer que seja o
desafio que estivermos passando, não poderemos nos permitir cair nas valas do
desânimo e da descrença. Não há dificuldade ou problema algum que não tenha
solução, que possa ser maior que a capacidade de superação que jaz no mais
profundo do nosso ser. Somos filhos de Deus, e como tal, temos que nos aceitar.
Mas nunca acomodemos com aquilo que somos. Sejamos a cada dia melhor do que
fomos ontem. Enfrentemos, todos os problemas e tribulações de nossa vida, na
certeza de que Jesus, nosso divino amigo, vai à nossa frente na subida de
qualquer das montanhas que tenhamos que escalar.
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18 - O CULTIVO DO AMOR
A felicidade é a nossa
maior aspiração. Ser feliz é a nossa maior conquista. Constituir um lar, ter
filhos, ser feliz, é aspiração divina que praticamente todos almejamos. Está
escrito em Gênesis (2:24): “Deixará o homem seu pai e sua mãe, unir-se-á a sua
mulher e serão ambos uma só carne”. Entretanto, no lar, nem tudo são flores,
pois, segundo Chico Xavier, “o lar é encontro de almas irmãs, beneficiadas ou
prejudicadas por nós, no passado”. Por isso, o casamento é, para alguns,
inesgotável fonte de alegrias e prazer, enquanto para outros, é motivo de
angústias e tristezas. O certo, porém é que o casamento será sempre conforme os
esposos o façam. As principais condições para que tenhamos harmonia doméstica é
conseguida com amor, compreensão e tolerância. O amor é como uma plantinha que
se não for bem cuidada, morre. Muitos casais unidos por legítimos laços de
afetividade, acabam vendo o amor fenecer por falta de cuidado e atenção. Abraçar,
beijar, dormir de mãos dadas, dizer palavras carinhosas são adubos que devemos
usar sempre, para que a plantinha se conserve bonita e viçosa. Amar envolve
manifestações recíprocas de afeto. Não permita que seus negócios, seus
interesses pessoais e materiais deteriore sua ligação afetiva. Por maiores que
forem seus compromissos, obrigações e afazeres, tem que produzir espaço para
cultivar o amor. Amar é conversar, sonhar, planejar e entender o ser amado.
Amar é aceitar o ser amado tal como ele é. No jogo do amor não há adversários,
os dois ganham ou ninguém ganha. Amar é isso — querer o bem de alguém é
permutar sentimentos elevados. A sabedoria popular diz que amar é viver, pois:
“os que amam vivem, os demais são mortos que caminham”.
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17 - EDUCAR É AMAR
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16 - NOSSOS REAIS
INIMIGOS
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15 - O SIGNIFICADO DO
SOFRIMENTO
Seja forte e corajoso.
Não se deixe vencer pela dor, pelas dificuldades, pela doença. Procure entender
o significado dos seus sofrimentos. Nunca se esqueça que é filho de Deus e Ele
não desampara nenhum de seus filhos.
Nossas dores, nossos
tropeços, erros e problemas, no fundo são os maiores agentes de nosso
progresso. São testes que a Divina Providência coloca em nosso caminho para
aquilatar nossa capacidade de paciência e resignação. Bendiga suas
dificuldades. Através delas, aprendemos, esclarecemos e aumentamos nossa fé em
Deus.
Ninguém progride sem
luta, sem sofrimento, sem resignação. O sofrimento é útil, bendito um elemento
absolutamente necessário para nossa evolução. Se não existisse a dor, nosso
progresso seria infinitamente mais lento.
Francisco de Assis
sempre se referia a dor como sua irmãzinha querida, porque sabia do seu poder e
utilidade. Paulo de Tarso sempre se referia em suas cartas aos aguilhões que o
machucavam e o faziam sofrer, mas como Francisco de Assis entendia sua dor, e
podia dizer inspirado: “Transbordo de júbilo no meio de todas as minhas a tribulações”
(II Co. 7:4).
Somos os comandantes de
nossas vidas, por isso Deus nos dotou do livre arbítrio e nossa evolução é uma
conquista. A dor faz parte do processo de crescimento. Nossos erros,
dificuldades, dores e provações não são eternas, mas passageiras. Eterna será,
com certeza, a felicidade que nos aguarda.
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14 - PACIÊNCIA E
RESIGNAÇÃO NA ENFERMIDADE
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13 - MÁGOAS E RANCORES
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12 - DAR SEM HUMILHAR
Esteja sempre pronto a
amparar e socorrer a todos que cruzarem seu caminho. Você não sabe o futuro que
lhe espera e pode ser que um dia necessite também de uma mão amiga para lhe
socorrer. Seja sempre misericordioso e não se esqueça que na terra de uma
maneira ou de outra, todos nós somos necessitados, e não há também quem não esteja
em condições de ajudar.
Ajude, pois, doando não
apenas o pão, a moeda, a vestimenta, mas também, o sorriso amigo, a palavra, o
abraço ou até mesmo um bom pensamento. Esteja sempre receptivo a doar não
apenas bens materiais, mas, sobretudo, os do coração. Nossa carência é mais de
afeto do que de pão.
Jesus nos ensinou que:
“É mais bem aventurado dar do que receber”, (At 20:35) e nos recomendou: “dar a
quem nos pedir.” (Mt 5:42).
Tenha cuidado com a
maneira que doa para não humilhar a quem recebe. A esmola pode ter em seu bojo
algo que deprime o pedinte. Muitas vezes ao propagarmos um benefício concedido
a um irmão carente, estamos envergonhando-o e diminuindo-o. Embora os cristãos
devam ser vistos praticando boas obras, eles não devem fazer boas obras com o
objetivo de serem vistos. Não alardeie o benefício que conceder a seu irmão,
pois se assim o proceder, não deverá esperar nada de Deus. Com efeito, aquele
que procura a sua glorificação na terra pelo bem que fez, já pagou a si mesmo.
“Ao dares esmola ignore a tua mão esquerda o que faz a direita.” (Mt 6:3). A
verdadeira beneficência é modesta e branda; socorre sem humilhar e ampara sem
ferir a dignidade de quem recebe. Beneficie seu irmão, mas nunca deixe
vestígios que possam ostentar sua caridade.
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11 - INFELIZ O HOMEM
QUE NÃO SABE PERDOAR
Perdoe as pessoas que
insistem em lhe querer mal. Sem que você saiba, na maioria das vezes, são seus
inimigos do passado que retornam como seus familiares ou superiores a lhe
cobrar dívidas pretéritas. Estão sempre colocando em prova sua paciência e
tolerância. Suporte, pois, com equilíbrio, os ataques, a calúnia, o despeito e o
ciúme desses irmãozinhos que não conseguem esquecer antigas desavenças. São muito
mais ignorantes que maus. Talvez estejam passando por problemas mais complexos
e difíceis que os seus. Releve, pois, as faltas e a irritabilidade de seus
adversários, e afaste o quanto puder das brigas e discussões estéreis. Conviver
bem com as pessoas é muito difícil, pois requer esforço, luta e renovação de
nossa parte. O grande problema é não aceitá-las como são, com seus defeitos,
mas também com suas virtudes. Aceitando nossos irmãos, o nosso relacionamento
será muito melhor. Quem não aceita, não perdoa. Jesus perdoou todos exatamente
porque aceitou a cada um de nós da maneira como somos.
Talvez ainda não
possuamos a serenidade para aceitar tudo sem nos abalar, e por isso pode ser
normal de nossa parte uma revolta momentânea. Entretanto, faça o possível e o
impossível para não guardar rancor em seu coração. Guardar mágoas é atrair
desequilíbrios e enfermidades para o nosso corpo e para nosso espírito. São indícios
de enfermidades futuras, pois a mágoa guardada em nossos corações é como ácido
a corroer nosso íntimo. Lembre-se de uma grande verdade: O perdão é sempre
melhor para quem perdoa. Esqueça as ofensas e viverá melhor. Quando Pedro
perguntou ao Mestre se era lícito perdoar sete vezes a uma mesma pessoa, Ele
respondeu que “não apenas sete, mas setenta vezes sete” (Mt 18:21-22).
Nos Evangelhos de Jesus Cristo está também escrito: “Se perdoares aos homens as faltas que
eles fazem contra vós, vosso Pai Celestial vos perdoará também vossos pecados,
mas se não perdoar, vosso Pai, também não vos perdoará os pecados.” (Mt 6:14). O
perdão traz serenidade. A serenidade traz equilíbrio. O equilíbrio nos traz saúde
física e espiritual. Infeliz o homem que não sabe perdoar.
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10 - RESPONSABILIDADES
DOS PAIS
Deus coloca o filho sob
a tutela dos pais a fim de que estes dirijam aqueles pela senda do bem. Nossos
filhos não nascem como aparelhos elétricos, acompanhados por manual de
instruções. Cada criança é um universo único que ao nascer já possui um passado,
e até mesmo os gêmeos univitelinos são criaturas totalmente distintas, moralmente,
uma das outras. Somente as características físicas são herdáveis. Sempre vêm ao
mundo para readaptar-se ao meio em que viveram juntos às pessoas certas e propícias
à sua evolução. Raramente são seres moralmente perfeitos e acabados. A responsabilidade
dos pais é enorme quanto ao direcionamento da criança para o caminho do bem.
São verdadeiros talentos confiados aos pais para ajudá-los no crescimento e
amadurecimento espiritual. O amor deve sempre ser o fundamento de toda a
educação infantil. Por isso, conversando e orientando-as com amor e carinho, alcançaremos
melhores resultados do que com os métodos violentos da chibata. Com violência e
tirania só obteremos a submissão cega que os farão indivíduos tímidos, revoltados
e infelizes. Amar nossos filhos não quer dizer que não tenhamos que lhes impor
limites. A disciplina é compatível com um relacionamento maduro e afetivo entre
pai e filho. Para o filho o amor materno e a autoridade paterna são dois
elementos essenciais ao bom equilíbrio das relações familiares. Se lhe faltar o
amor e o carinho de mãe, seu desenvolvimento físico e mental, afetivo e
espiritual estarão comprometidos por toda a vida. Experiências científicas têm
comprovado que as crianças amamentadas pelas mães e que delas recebem carinho,
têm mais chance de sobrevivência e de serem crianças alegres. Ao contrário, as
que são criadas com aleitamento artificial e longe das mães são, propensas à
tristeza e às neuroses acarretando-lhes enormes dificuldades de adaptação
social. É no plano da afetividade que se deve situar o verdadeiro papel das mães.
Se o garoto espera e
precisa da afetividade da mãe se ressentirá da falta da autoridade do pai. A
criança, sem perceber, gosta da autoridade paterna. Quando o pai não se
manifesta com a autoridade que lhe é devida, o equilíbrio emocional da criança
é afetado. É lógico que a autoridade paterna deve ser exercida sem violências e
injustiças, pois todo ser humano gosta de ser tratado com moderação e carinho.
A verdadeira autoridade jamais se impõe pela violência. A força moral dos pais
é outro fator importante a ser considerado na educação das crianças. O exemplo
dos pais será sempre a força mais convincente na educação dos filhos. Criar
nossos filhos livres e responsáveis requer de nossa parte, renúncia, sacrifício
e vontade de aprender, pois “Quem
aprende pode ensinar e quem ensina aperfeiçoa o aprendizado”.
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09
- CUIDAR DO CORPO E DO ESPÍRITO
Todos os sábios e
grandes mestres da humanidade concordam em afirmar que a verdadeira felicidade
do homem aqui na terra, consiste em amar ao próximo como a si mesmo ou então
fazer aos outros o que gostaríamos que os outros nos fizessem. Algumas pessoas,
no entanto, talvez num ato de heroísmo, tentam amar ao próximo e se esquecem de
si mesmos o que não deixa de ser uma atitude antinatural.
Quando Jesus nos aconselhou
a amar a Deus sobre todas as coisas e ao próximo como a nós mesmos, nos ensinou
a utilização da fraternidade aplicada, pois se jamais queremos o mal para nós,
igualmente não os desejamos aos outros. Portanto, jamais poderemos amar a Deus
se não amarmos ao próximo e também a nós mesmos. Muitas vezes equivocadamente
pensamos que amar a nós mesmos é uma forma de egoísmo. Amar-nos é fundamental
para nossa evolução, pois se não gostamos de nós, como esperar que outros
possam gostar? O homem integral harmonizado com as forças cósmicas e divinas deve
ser alma, mente, sentimento e corpo. O homem moderno deve tentar dentro do
possível, manter sua forma física, pois o corpo é o templo do espírito. A boa
forma física é fundamental para que nos sintamos melhor ajudando o retardamento
e deterioração de nosso corpo físico. Se quisermos, não precisamos gastar um
minuto sequer na manutenção de nossa forma física com academias, ginásticas e
massagens, pois andar, correr, nadar ou pular corda podem ser exercícios muito
saudáveis e que todos sabem praticar. Os exercícios são tranquilizantes e
antidepressivos naturais e combatem as doenças cardíacas, a hipertensão,
artrites, osteoporoses, problemas respiratórios, obesidades e outros males.
Outro cuidado que temos que ter são com nossos alimentos e com a quantidade com
que os ingerimos. A gula desequilibrada tem levado muita gente mais cedo para o
mundo espiritual. Quantas doenças provocamos com o destempero de nossa
alimentação muito rica em açúcar, gorduras saturadas e outros venenos como
balas, chocolates refrigerantes e anilinas? Mastigar bem os alimentos, comendo
com equilíbrio e devagar é necessário para uma boa digestão. Ghandi nos
aconselhava a: “mastigar os líquidos e beber os sólidos.” O uso excessivo de
carnes vermelhas e o abuso de bebidas alcoólicas não é nada saudável para o
homem. No livro dos Provérbios está escrito: “Não estejais entre os beberrões
de vinho, nem entre os comilões de carne.” (Pv. 23:20). É preciso entendermos
que tanto a enfermidade quanto a saúde se originam da mente, das emoções e dos
sentimentos. O mal viver, o mal sentir e o mal pensar, podem nos levar a
quadros mórbidos dolorosos. Somos o que pensamos. Se insistimos em pensar no
mal, na dor ou na doença atrairemos todos esses males. Procuremos viver mais em
consonância com os ensinos evangélicos, pois quanto mais nos entregamos às
coisas de Deus, tudo mais, inclusive a saúde, nos será dado de acréscimo. Nada,
portanto, será mais saudável para nosso corpo e mente que a luta que temos de
realizar em nosso íntimo para a superação de nossos erros e dificuldades.
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08 - A VERDADEIRA
HUMILDADE
A verdadeira humildade
é fator importante na vida de todo bom cristão, pois é a antítese do orgulho.
Entretanto, é bom convir que humildade, nada tem a ver com humilhação. Podemos
e devemos evitar que nos humilhem. O homem humilde, que não pensa em se
sobressair sobre os demais, está imune a sofrer humilhações. Se, contudo, souber
ser humilde, entenderá perfeitamente seu ofensor e assim não sofrerá tanto. Ao invés
de julgar quem o humilhou, é melhor pensar que pode ter havido justiça, pois
nada não nos acontece por acaso. Se houver a humilhação, aceitemo-nas calados,
considerando que também erramos muito. É certo também que não devemos procurar
ser masoquistas ou humilhados com a finalidade de demonstrar que já somos bons
e imunes às humilhações, pois isto talvez revele pretensão e orgulho
disfarçado. O homem evangelizado tem sempre viva em mente as palavras de Jesus:
“Pois todo o que se exalta será humilhado e o que se humilha será exaltado”
(Lc. 14:11). Essa sentença deve ser quase uma lei para todos que aspiram à
libertação espiritual. Há quem entenda por homem humilde, o pobre ou o pedinte.
Puro engano. Homens ricos há, que até o ar que respiram, estão repletos de
humildade. A humildade está no espírito e não nos poderes e nos bens temporais.
A humildade é uma posição interior, não pode ser avaliada pelo ponto de vista
econômico. Ser humilde é reconhecer nossa pequenez diante do universo e ter a
consciência plena de que tudo pertence a Deus. Por tudo isto nos ensinou Jesus:
“Quem quiser tornar-se grande entre vós, será esse o que vos sirva, e quem
quiser ser o primeiro entre vós, será vosso servo.” (Mt 20:26-27)
Portanto, diríamos que
o homem verdadeiramente humilde, é aquele que tem como norma de vida, o
Evangelho de Jesus. Ser humilde é reconhecer nossa pequenez diante do universo
e ter a consciência plena de que tudo pertence a Deus. Humildade é doçura,
afabilidade e benevolência. É o oposto do egoísmo. As pilhas de uma lanterna
serão um bom exemplo de trabalho humilde, pois fazem luz sem que apareçam, o
mesmo acontece com as raízes de uma árvore que a alimenta e a sustenta e, no
entanto estão bem escondidas debaixo da terra. Os grandes no mundo dos
espíritos serão os pequenos na Terra. Quem nasceu “o maior”, pois seja “o
menor” de todos porque, quem se exalta será humilhado e quem se humilhar será
exaltado. Assim nos ensinou Jesus de Nazaré.
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07 - ATIRE A PRIMEIRA
PEDRA
A tendência do homem é
acusar e condenar os outros ao invés de olhar para seus próprios defeitos. É
colocar-se numa atitude de superioridade e do alto de seu orgulho, apontar
pecados alheios e pedir para eles a sentença da condenação. Ouve-se por aí: os outros
estão errados, nós é que estamos certos.
Quem somos nós para
julgar os outros? Para apedrejá-los com nossas acusações descaridosas? Deixemos
a Deus o julgamento e aprendamos do próprio exemplo de Jesus a condenar o
pecado e salvar o pecador. Quando alguns fariseus e escribas repletos de ódio e
despeito acusaram a mulher adúltera exigindo seu apedrejamento, o Mestre
ergue-se e diz: “O que está puro entre vós atire a primeira pedra” (Jo 8:7).
Com essa postura devolve a eles o julgamento da mulher adúltera. A lei de
Moisés previa o apedrejamento da mulher flagrada em adultério. A indagação
daqueles fariseus se devia ou não apedrejar a adúltera era uma autêntica
cilada. Se o Mestre sentenciasse: “Podem apedrejá-la”, estaria negando todos os
ensinos misericordiosos de sua doutrina. No entanto, se dissesse: “Não devem
matá-la”, seria imediatamente acusado perante as autoridades como
desrespeitador das Leis Mosaicas, o que na época constituía-se em falta grave e
verdadeira heresia. A cilada estava preparada. A trama estava bem urdida, o
plano tinha requintes de astúcia e não podia falhar. Aparece, então, a
sabedoria do Mestre Divino: nem manda que eles cumpram a lei e apedrejem a
mulher e nem se coloca contra a lei, condenando a lapidação. Em vez dessas duas
alternativas, a primeira vista inevitáveis, lança-lhes um desafio: “Quem não
tiver pecado, atire a primeira pedra”(Jo 8:7). “E eles se foram retirando
envergonhados um a um, a começar pelos mais velhos” (Jo 8:8).
Quanto mais evoluído é
um espírito, tanto maior é sua capacidade de perdoar. Quando perdoamos e amamos
somos envolvidos pelo amor, quando não perdoamos e odiamos, somos envolvidos
pelo ódio. É uma lei imutável. Se semearmos perdão, colheremos tolerância.
Reprovar infelizmente é a ação que mais praticamos. Condenar, torna-se mais
fácil que ser solidário. Aceitar o erro como um possível caminho para o acerto
é muito difícil, no tribunal injusto de nossa personalidade egoísta. Nossa tendência
é sempre ver o erro nos outros e nunca em nós mesmos. Ao invés de acusar, deveríamos
estar prontos para entender a fraqueza de nosso semelhante, pois também, nós
muito erramos. Conforme o próprio Cristo afirmou: “Quem tiver sem pecado, que atire
a primeira pedra” (Jo 8:7).
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06 - DESAPEGO
Um dos maiores
obstáculos à nossa evolução tem sido, sem dúvida alguma, o apego às coisas
materiais. Se queremos a perfeição, temos que nos desvencilhar de toda carga
externa, de todas as posses, pois “todo aquele que, dentre vós não renunciar a
tudo quanto tem não pode ser meu discípulo” (Lc 14:33).
Sabemos que na fase
evolutiva que nos encontramos é difícil desapegarmos totalmente de todas as
coisas da terra. Entretanto, é bom que nos conscientizemos o mais rápido
possível que temos que aos poucos ir nos desvencilhando de todas as posses sejam
elas grandes ou pequenas. É lógico que Jesus ao dizer: “desfazei-vos de todos
os vossos bens e segui-me” (Mt 19:21), não pretendia estabelecer como princípio
absoluto que cada um devesse despojar-se daquilo que possui e que a salvação só
tem esse preço, mas mostrar que o apego aos bens terrenos é um obstáculo à
salvação. A consequência dessas palavras proferidas por Jesus e tomadas em sua
acepção rigorosa seria a abolição da fortuna por ser nociva à felicidade
futura, e até mesmo a condenação do trabalho que leva a ela. Essas palavras
tomadas, portanto, ao pé da letra, teriam uma acepção absurda que conduziriam o
homem à vida selvagem e que por isso mesmo estariam em contradição com a lei do
progresso, que é lei divina. O desapego proposto por Jesus é possuir sem ser
possuído. Podemos e devemos trabalhar muito, procurando sempre a melhoria
econômica, na certeza, no entanto, de que nosso verdadeiro tesouro será o que advém
de nossos atos e ações. Podemos possuir muitos bens e não sermos possuídos por eles
e ainda podemos, com o que nos sobrar, ajudar o progresso do país e às pessoas
que nos cercam. Se estamos sinceramente imbuídos com o progresso e com nosso crescimento
interno, é bom que desde já desvencilhamos de todos os bens externos que vão
nos atrapalhar na viagem que breve haveremos de fazer ao mundo espiritual. O excesso
do querer vem desequilibrando muita gente que não entende que a verdadeira felicidade
não está em decorrência da maior ou menor quantidade de bens materiais que acumulamos.
O homem não deve possuir de seu, senão o que puder levar deste mundo. O que encontra
ao chegar e o que deixa ao partir, goza de sua permanência na terra; mas, uma vez
que é forçado a abandoná-lo dele não tem senão o gozo e não a posse real.
Portanto, a felicidade não consiste em possuir ou não possuir bem externos, mas
sim na atitude interna de não ser por eles, possuído.
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05 - O SEXTO MANDAMENTO
O sexto mandamento
contido no famoso decálogo recebido por Moisés prescreve: “Não matarás” (Dt
5:17), que se constitui num dos mais graves princípios da lei de Deus. Ninguém
tem o direito de tirar a vida de seu semelhante. O “não matarás” se aplica
também ao ato de exterminar a vida de alguém, semeando a desolação, a dor a viuvez,
a orfandade, a miséria e a revolta. É importante também não matar muitas outras
coisas que fazem parte do cotidiano.
Há indivíduos que são
incapazes de matar uma mosca, contudo, não trepidam em matar reputações
alheias, a harmonia que reina num lar, a esperança de um doente ou a doce
fraternidade que existe entre irmãos. Essas são mortes morais e nosso Mestre nos
ensina que sofrerá rudes consequências quem as causa.
Há também os que
entendem que o “não matarás” significa apenas respeito à integridade do próximo
e imaginam que lhes seja permitido desfazer-se da própria vida diretamente ou
indiretamente, através da glutonaria e vícios de toda ordem como o tabagismo, o
alcoolismo, a toxicomania, a luxuria etc. Laboram em erro, pois o suicídio é
sempre uma violação do sexto mandamento, ainda que se busquem os mais belos ou mais
fortes motivos para justificá-lo.
A eutanásia tida por
alguns como piedosa, que consiste em pôr fim à angustia do padecente, trata-se,
na verdade, de covarde homicídio, contrário, pois, à lei de Deus. Pratica
também homicídio quem aborta e quem permite ou colabora com o mesmo. Quem se
magoa, permanecendo ressentido e sem perdoar, não esquecendo a ofensa embora
fique calado, perde a sintonia interna com Deus, que é amor. Também quem se
ofende e, exteriorizando sua ira, atribui ao adversário, epítetos caluniosos,
torna-se culpado, porque a calúnia espalhada não mais pode ser desfeita e o prejuízo
causado não consegue ser remediado. O ato de homicídio propriamente dito tem
suas raízes na ira, hostilidade ou desprezo por outrem. Jesus citou a ira e o
fato de insultar alguém e chamá-lo de tolo, como sendo crimes: “Eu, porém, vos
digo que todo aquele que sem motivo, irar-se contra seu irmão estará sujeito a
mandamento no tribunal; e quem chamar-lhe tolo estará sujeito ao inferno de
fogo”(Mt 5:22). Sentimento de ira e desprezo são tão perigosos quanto os crimes
propriamente ditos pelos quais uma pessoa é levada aos tribunais ou considerada
merecedora do inferno. Isto não quer dizer que é tão errado matar quanto ter
maus sentimentos ou má vontade para com outra pessoa. É melhor trazer o ódio
sob controle, antes que resulte em homicídio a deixá-lo correr livremente o seu
curso.
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04 - VENCER O MAL COM O BEM
As leis divinas proíbem rigorosamente a vingança. O verdadeiro
cristão deve entender que os ensinos de Jesus ordenam a não resistência diante
dos homens perversos. Ele mesmo iria mais tarde ratificar com o seu exemplo,
deixando-se prender e assassinar “como um cordeiro diante de quem o tosquia”
(Is 53:7; At 8:32) Jesus resistiu ao mal e este é o dever do crente.
“Ninguém deve resistir ao mal com o mal, mas vencer o mal com o
bem”(Rm 12:21), Aconselha que nenhum discípulo retribua violência com
violência. O bem é o único antídoto do mal. Jamais devemos revidar um mal com
outro mal, ao contrário, quando recebermos ofensa moral ou material temos que
retribuí-la com um benefício, nem que seja com uma prece em favor do ignorante
que não sabe que “quem faz o mal a si mesmo o faz”. Infeliz o homem que não
sabe perdoar. Quando nosso Mestre nos fala em oferecer a outra face quando nos
esbofeteiam, é porque há muito mais mérito no não revide, do que na agressão. O murro da cólera somente surge quando
a razão é afastada.
Somente a calma e o equilíbrio do adversário conseguem atenuar os
desequilíbrios procedentes da falta de controle do agressor. O único recurso
para conter um homem desvairado é conservar-se o contendor em atitude de não
violência, sem se deixar cair no mesmo nível vibratório do agressor. Portanto
no conselho do Cristo, não há covardia, nem convite à fraqueza, mas apelo à
superioridade que as pessoas vulgares ainda desconhecem. O homem profano
acredita, devido a sua curta visão espiritual, que há mais coragem em vingar-se
que suportar um insulto. A justiça de Deus dispensa o concurso da nossa
vingança, pois ela terá contra si os efeitos do mal que praticou. Maior glória terá
o cristão de ser ofendido do que ofender, de suportar uma injustiça do que
praticá-la.
Se nos obrigarem a andar uma milha, caminhemos duas com nosso
desafeto. No decurso tudo pode acontecer, uma vez que teremos tempo necessário
para meditar, exercer nossa paciência e aplicar nossos sentimentos de
tolerância e fraternidade.
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03 - A AUTORIDADE DOS
PAIS
Indício infalível da
verdadeira auto-realização é a mansidão. O homem espiritualizado é, por
conseguinte, manso. “Aprendei de mim, disse Jesus que sou manso e humilde de
coração (Mt 11:29).
Quando o homem avança
decisivamente rumo à sua evolução espiritual, compreende que toda violência
física e mental é sinal de fraqueza. Para o homem inexperiente e profano,
constitui-se a violência em força suprema por excelência, pois ainda ignora as
forças espirituais. Ser manso é ser pacífico, saber dominar-se, ser cordato.
Mesmo em instituições
respeitáveis e no recesso dos lares, homem há que, para ocupar os primeiros
lugares, ou poderem dizer: “aqui mando eu”, não titubeiam em constranger
companheiros e tiranizar familiares, pondo em evidencia o espírito belicoso que
o caracteriza. Exercer a autoridade paterna é necessário diante de nossos
filhos, pois todo agrupamento necessita de um líder. Autoridade, no entanto,
não é tirania do poder absoluto e cruel. Com o autoritarismo, só conseguiremos
a submissão cega, que fará de nossos filhos indivíduos tímidos, com forte
sentimento de inferioridade ou então criaturas revoltadas, futuros tiranos. A
educadora Tânia Zagury lembra-nos que: “é perfeitamente possível uma pessoa ser
democrática e ter autoridade ao mesmo tempo”. O amor deve ser o grande
fundamento da educação de nossos filhos. É sabido que a criança que não é amada
não tem condições de amar. A maioria de nossos prisioneiros e de desajustados
foram criaturas que não receberam amor e carinho de seus pais. É, portanto,
através do diálogo, que obteremos o sucesso que todos almejamos na educação de
nossos filhos. Dizem alguns psicólogos que nossos rebentos são tão receptivos à
conversação fraterna que até mesmo, quando estão dormindo, a conversa ao pé do
ouvido lhes fazem bem. A disciplina é, portanto compatível com o relacionamento
maduro e afetivo. Amar é também impor limites aos filhos. É dizer “não” quando
for preciso e sempre exemplificando o porquê da proibição. Existe a necessidade
da corrigenda e da proteção no trabalho da educação, mas muito cuidado para não
romper a linha que separa a autoridade do autoritarismo, a energia do rigor
excessivo para que a criança possa ser verdadeiramente corrigida sem plantar o
pavor e a revolta em seu coração. Crianças que destroem brinquedos, objetos
domésticos, estragam paredes, matam animais e plantas e explodem em birra à
menor contrariedade, devem ser corrigidas com pulso e autoridade pelos pais.
Habituando-as às pequenas transgressões e ao equilíbrio, estaremos
imunizando-as contra o descontrole e o desequilíbrio. Hilário Silva nos alerta:
“Se no trato da natureza, a vida pede atenção, como entregar a criança a si
mesma?” Não esqueçamos de eliminar a violência no trato com nossos filhos, pois
as coisas violentas não duram e nem deixam seguidores. O que permanece é a
mansidão e a suavidade que provêm do amor.
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02 - AMOR E
Prestar auxílio a quem
solicita é lei divina. É verdade que nem sempre estamos em condições de
satisfazer todos os pedidos solicitados, contudo quando as solicitações forem
justas, com um pouco de boa vontade e bom coração, sempre encontraremos meios
de atender à maior parte delas em nome do Senhor.
É importante também não
virarmos as costas a quem solicita algum empréstimo, coisa nem sempre fácil
devido ao apego que temos às “nossas coisas”. Jesus nos concita a ir mais
longe: “Se alguém tirar o que é nosso, não devemos ir reclamá-lo de volta.” (Lc
6:30) Deixe-o ir tudo, contanto que o irmão esteja satisfeito e nós
permaneçamos na inalterável paz espiritual. Afinal, que temos nós na terra que
não sejam nossos dons espirituais, morais e intelectuais? Todo o resto é
empréstimo que a Providência Divina nos concedeu por que: “Nada temos trazido
para o mundo, nem cousa alguma, poderemos levar dele” (I Tm 6:7).
Lembremo-nos de que
Deus se doa a todos, bons e maus, santos e criminosos, evoluídos e atrasados. O
exemplo divino “Sede perfeitos, como perfeito é vosso Pai Celestial”(Mt 5:48) é
a maior lição legada à nossa individualidade e temos que seguir esse exemplo se
quisermos atingir o Pai que habita dentro de nós, unificando-nos a Ele.
A pratica da caridade
em sua mais ampla acepção, constitui o único caminho para a conquista da
perfeição por que esta só é atingida quando o coração se vê despojado de toda e
qualquer mácula de rancor, ódio e ressentimento para com o seu semelhante.
Um dia, todos nós
seremos perfeitos, pois em nós reside o germe de todas as virtudes que, em
tempo propício, desenvolver-se-ão em função de nosso livre arbítrio.
Estudar e
principalmente vivenciar os ensinos dos Evangelhos de Nosso Senhor Jesus Cristo
é o roteiro seguro para alcançarmos o caminho para nossa perfeição. Toda trajetória
de nossa vida, nos leva ao amor, e o amor nos leva a Deus, e essa trajetória chama-se
“evolução”.
Sem amor, nada seremos.
Amor incondicional: ao irmão, ao amigo, e até mesmo ao inimigo. Nada é mais
transcendental que o amor. “Meus discípulos serão conhecidos por muito se
amarem.” (Jo 13:353)
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01 – AMAR O PRÓXIMO
Allan Kardec em O
Evangelho Segundo o Espiritismo diz: “Se o amor ao próximo é o princípio da
caridade, amar aos inimigos é a sua aplicação sublime, porque esta virtude é
uma das maiores vitórias alcançadas sobre o egoísmo e o orgulho”.
Em um momento inspirado
do Sermão da Montanha Jesus disse: “Ouviste o que foi dito: Amarás o teu
próximo e odiarás teu inimigo. Eu, porém, vos digo: Amai vossos inimigos e orai
pelos que vos perseguem e caluniam” (Mateus, 5:43-44).
Nosso Mestre,
entretanto, não quis dizer por essas palavras, que se deve ter pelo inimigo a
ternura que se tem para com um irmão ou amigo. A ternura supõe confiança naquele
que sabemos nos querer bem. Entre pessoas que desconfiam uma das outras, não
poderá haver os laços de simpatia que existem entre aqueles que estão em comunhão
de pensamentos. Não se pode, enfim, ter o mesmo prazer ao se encontrar com um
inimigo do que com um amigo.
Amar aos inimigos é não
ter contra eles ódio, rancor, ou desejo de vingança. É perdoar-lhes sem segundas
intenções e incondicionalmente, o mal que nos fazem; é não opor nenhum
obstáculo à reconciliação. É desejar-lhes o bem em lugar do mal. Quem alimenta
ódio contra os inimigos e procura pagar-lhes o mal também com o mal, infringe
com essa atitude danosa, maiores malefícios a si mesmo do que se pode causar a
eles. Tratemos de aprender a não ver naqueles que não nos querem bem inimigos e
sim benfeitores. Aqueles são, na maioria, ignorantes, verdadeiros analfabetos
espirituais que ainda “não sabem o que fazem”, e por isso mesmo, requerem nossa
piedade e oração. O irmão que nos inspira os sentimentos de ódio constitui o
meio e a oportunidade que Deus nos dá para nos regenerarmos do mal que tenhamos
feito. Não há nenhuma vantagem em só amarmos os que nos amam. Em Lucas (6:32-33),
encontramos: “Porque se somente amardes os que vos amam, que recompensa tereis
disso? Os criminosos e malfeitores também amam aqueles que lhes são caros.”
Estudar e
principalmente vivenciar os ensinos dos Evangelhos de Jesus Cristo, é o roteiro
seguro para alcançarmos o caminho para nossa perfeição. Sem amor, nada seremos.
Amor incondicional: ao irmão, ao amigo e até mesmo ao inimigo. Nada é mais
grandioso, mais lindo, mais transcendental que o amor. Por isso disse-vos
Jesus: “Meus discípulos serão conhecidos por muito se amarem” (João, 13:35).
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