INTRODUÇÃO
O objetivo desse Blog é levar você a uma reflexão maior sobre a vida, buscando pela compreensão das leis divinas o equilíbrio
necessário para uma vida saudável e produtiva.

CONSIDERAÇÕES INICIAIS
Prezados irmãos e amigos. Não pretendo com esse Blog modificar o pensamento das pessoas. Não tenho a pretensão de ser dono da verdade, pois acredito que nenhuma religião ou seita detém o privilégio de monopolizá-la. Apenas estou transmitindo informações, demonstrando a minha crença, a minha verdade. Cabe a cada indivíduo a escolha de como quer entender as coisas do mundo em que vive, como quer viver a sua vida, e quais os métodos que quer utilizar para suas colheitas. Como disse Jesus, "A semeadura é livre, mas a colheita é obrigatória", ou seja, o plantio é opcional, você planta o que quiser, mas vai colher o que plantar. Por isto, muito cuidado com o que semear.
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Estudo de O Livro dos Espíritos

LIVRO SEGUNDO
MUNDO ESPIRITUAL OU DOS ESPÍRITOS
Capítulo IX – Intervenção dos Espíritos no mundo corporal.
Dando continuidade ao estudo do tópico Anjos de guarda, Espíritos protetores, familiares ou simpáticos, vamos abordar as Questões de 510 a 513-a..
510. Quando o pai que vela pelo filho se reencarna, continua ainda a velar por ele?
“Isso é mais difícil, mas ele pede, num momento de desprendimento, que um Espírito simpático o assista nessa missão. Aliás, os Espíritos não aceitam senão as missões que podem cumprir até o fim. O Espírito encarnado, sobretudo nos mundos onde a existência é material, é demasiado sujeito ao corpo para poder devotar-se inteiramente a outro, ou seja, assisti-lo pessoalmente. Eis porque os não suficientemente elevados estão sob a assistência de Espíritos que lhes são superiores, de tal maneira que, se um faltar, por um motivo qualquer, será substituído por outro”.
Entendemos que um pai ao reencarnar não pode ser um protetor do filho, porque esse ao nascer já tem o seu guia espiritual, contudo, pode ser auxiliar, recebendo ordens de ajudar ao protetor do mesmo, desde quando não se exceda pelos impulsos de amor à família. Um pai dificilmente pode ser um guia espiritual de seu filho. Envolvido na matéria, ele está sujeito a muitos erros e poderia influenciar negativamente o seu tutelado. Se um pai quer verdadeiramente instruir e educar seus filhos, que o faça pela força poderosa do exemplo; quando usa somente as palavras, existe o risco de o vento levá-las, sem o devido registro. Certamente que é bem mais difícil a continuidade da assistência quando encarnado, mas nunca impossível. O amor, quando é amor verdadeiro, permite a esse pai, onde estiver ele, projetar essa força divina tanto para os filhos quanto para toda a sua família e até mesmo para amigos ou à própria humanidade. A Terra não passa de uma casa e a humanidade, uma família maior.
511. Além do Espírito protetor, um mau Espírito é ligado a cada indivíduo com o fim de impulsioná-lo ao mal e de lhe propiciar uma ocasião de lutar entre o bem e o mal?
“Ligação não é bem o termo. É bem verdade que os maus Espíritos procuram desviar o homem do bom caminho quando encontra ocasião, mas quando um deles se liga a um indivíduo o faz por si mesmo, porque espera ser escutado; então haverá luta entre o bom e o mau e vencerá aquele a cujo domínio o homem se entregar”.
Então observemos a frase final da resposta: então haverá luta entre o bom e o mau, vencendo aquele por quem o homem se deixe influenciar. Quer dizer que os espíritos brigam entre si? Não é uma luta corporal, mesmo porque eles não têm corpo. E, muitas vezes, o espirito inferior sequer percebe a presença do espirito superior, e, como é sabido, o bem inspira e o mal conspira, ou seja, podemos sofrer o assédio, mas vai depender de nós estabelecermos a sintonia com o plano espiritual mais elevado, para evitar as influências negativas. Em muitos casos, chamamos de bem àquilo que nos agrada, e ante as leis espirituais nem sempre o que nos agrada é verdadeiramente um bem. Assim também, acontece em relação ao mal. Devemos estudar, meditar, orar e usar todos os meios, no afã de irmos descobrindo cada vez mais o que é na realidade a vontade de Deus, o ser supremo que está dentro e fora de nós. Realmente, compreender Deus não está ao nosso alcance. Se estamos vivendo no finito, como compreender o Eterno e o Infinito? Os Espíritos do mal, como são chamados erradamente, não foram criados para ficarem ligados aos encarnados, como força para despertar outras forças internas. Todos nós e eles somos perfeitos, em se falando de criação, por carregarmos dentro de nós todos os dons em estado latente, esperando que as mãos de Deus, pelo impulso do tempo, nos acordem esses dons, com os poderes que temos desde o princípio, os quais ignoramos.
 512. Podemos ter muitos Espíritos protetores?
“Cada homem tem sempre Espíritos simpáticos, mais ou menos elevados, que lhe dedicam afeição e se interessam por ele, como há, também, os que o assistem no mal”. 
Certamente que temos muitos Espíritos que nos acompanham, mais ou menos evoluídos, em sintonia com o protegido; no entanto, cada alma tem um Espírito responsável, que atende como guia e a orienta como pai nas suas andanças pela vida corpórea. O encarnado tem muitos Espíritos que o acompanham, por variados meios e por muitas circunstâncias, e geralmente é pela lei dos afins que os atrai. Estás sempre cercado por Espíritos, como testemunhas inteligentes e socorro pelo que fazes. Por isso, é necessário buscar a melhora a todos os momentos. Essa deve ser a meta de cada companheiro: ascender sempre.
513. Agem os Espíritos simpáticos em virtude de uma missão?
“Às vezes podem ter uma missão temporária, mas em geral são apenas solicitados pela similitude de pensamentos e de sentimentos, no bem como no   mal”.
Nem sempre os Espíritos que simpatizam conosco são missionários ou encarregados de nos dirigir no grande evento de educar-nos, ante a necessidade que temos de subir na escada da vida. Espírito missionário é o nosso protetor, alma elevada que renunciou ao seu bem-estar no mundo dos Espíritos para nos acompanhar, procurando oportunidades para nos aconselhar, fazendo com que despertemos para o bem comum e para conhecermos a nós mesmos. A simpatia vem da força de atração que exercemos sobre os nossos semelhantes, em consonância com os nossos sentimentos. Convém a todos nós compreendermos a lei segundo a qual atraímos os nossos iguais. Identificamo-nos com muitos companheiros pelos pensamentos e atitudes. Os que nos cercam trazem no íntimo a mesma vida que levamos. Frequentemente é assim. Quando escapamos desta lei, é por força da misericórdia, é o amor de Jesus se irradiando nas ondas da fraternidade para nos ajudar, abrindo os canais desta lei até ao "calvário", para suavizar o nosso fardo, e aliviar os nossos jugos. Simpatia é força poderosa que alinha as nossas vidas no conserto de muitas vidas, para que Deus apareça nos nossos corações e Cristo fique presente em nossa consciência.
513-a. Parece resultar daí que os Espíritos simpáticos podem ser bons ou maus?
“Sim, o homem encontra sempre Espíritos que simpatizam com ele qualquer que seja o seu caráter”.

Os Espíritos a quem somos simpáticos podem ser bons ou maus, dependendo do que sentimos pela vida, pelo modo que vivemos, pela altura das nossas atividades. Devemos mudar o nosso caráter, se ele não se coaduna com o Evangelho. Jesus, veio ao mundo nos trazer os conceitos que nos ajudam a salvar a nós mesmos, ampliando os nossos conhecimentos e favorecendo oportunidades para o autoconhecimento. Compete a nós trabalharmos com nós mesmos todos os dias, incansavelmente, até que a luz nasça, a nos indicar o roteiro da felicidade. Não obstante, o nosso dever é ter vida reta, para atrair­mos Espíritos das mesmas intenções.
LIVRO SEGUNDO
MUNDO ESPIRITUAL OU DOS ESPÍRITOS
Capítulo IX – Intervenção dos Espíritos no mundo corporal.
Dando continuidade ao estudo do tópico Anjos de guarda, Espíritos protetores, familiares ou simpáticos, vamos abordar as Questões de 505 a 509.
505. Os Espíritos protetores que tomam nomes comuns são sempre os de pessoas que tiveram esses nomes?
“Não, mas Espíritos que lhes são simpáticos e que, muitas vezes, vêm por sua ordem. Necessitais de um nome: então, eles tomam um que vos inspire confiança. Quando não podeis cumprir pessoalmente uma missão, enviais  alguém de vossa confiança que age em vosso nome”.
Muitas pessoas que já conhecem a realidade dos protetores espirituais os tratam pelo nome de personalidades conhecidas, muitas vezes de grandes vultos da História, como, por exemplo, Bezerra de Menezes, e tantos outros. Os tutelares da espiritualidade podem não ser tais personagens; usam apenas seus nomes como representantes daqueles que foram evocados. Assim, como os tais, eles, os protetores, esforçam-se para representar os que lhes emprestaram os nomes. Isso também ocorre na nossa vida física. Quantas vezes temos encargos que não podemos cumprir, e enviamos alguém de nossa confiança para atingir o objetivo daquela necessidade?
506. Quando estivermos na vida espírita reconheceremos nosso Espírito protetor?
“Sim, pois frequentemente o conhecestes antes da vossa encarnação”.
Na vida espírita, o protegido reconhece perfeitamente aquele que foi o seu protetor enquanto encarnado. Além de reconhecê-lo por sua fala, por sua presença, o reconhecimento maior é pelo clima magnético que desprende de seu Espírito, harmônico e amoroso. Observa bem como te sentes ao encontrares a pessoa que amas. Também o Espírito protetor transmite uma serenidade indescritível para o coração do seu tutelado. Conjugando as duas simpatias, nasce a luz do verdadeiro amor. Mesmo que o Espírito favorecido desencarne em péssima situação espiritual, ele pode não perceber o seu guia, mas sente quando ele se aproxima, por certos sentidos que Deus lhe deu, sente bem-estar e lembra, na profundidade da alma, as muitas vezes em que sentiu a mesma coisa quando na Terra e na carne.
507. Os Espíritos protetores pertencem todos à classe dos Espíritos superiores? Podem ser encontrados entre os da classe média? Um pai, por exemplo, pode tornar-se Espírito protetor de seu filho?
“Pode, mas a proteção supõe um certo grau de elevação, e um poder e uma virtude a mais, concedidos por Deus. O pai que protege o filho pode ser assistido por um Espírito mais elevado”.
Os Espíritos protetores pertencem à classe dos Espíritos elevados, no entanto, não são iguais na elevação. Quem guia, é sempre mais elevado do que o guiado; o mestre deve ter mais conhecimento do que o discípulo, isso a própria razão nos diz com segurança. Aqueles a que chamamos de anjos da guarda, verdadeiramente são anjos que tomam a posição de guiarem os seus tutelados, respondendo todas as suas interrogações pelos fios que partem da sua mente em forma de pensamentos.
508. Os Espíritos que deixaram a Terra em boas condições podem sempre  proteger os que os amaram e lhes sobreviveram?
“Seu poder é mais ou menos restrito; a posição em que se encontram não lhes permite inteira liberdade de ação”.
O Espírito que deixa a Terra em boa situação não tem, por isto, total liberdade no mundo dos Espíritos. Ele pode desejar voltar em Espírito imediatamente para ajudar os que ficaram, ansiando envolver os seus afetos com o amor desperto em seu coração espiritual; entretanto, nem sempre isso lhe é possível, devido a muitos fatores. Em todos os lugares as leis nos mostram os deveres a cumprir e o respeito que devemos a elas. O Espírito recém-desencarnado deve ser obediente às vozes dos mais experientes, esperando a vontade de Deus que sempre se manifesta no momento oportuno.
509. Os homens no estado selvagem ou de inferioridade moral têm igualmente seus Espíritos protetores, e nesse caso esses Espíritos são de uma ordem tão elevada como os dos homens adiantados?
“Cada homem tem um Espírito que vela por ele, mas as missões são relativas ao seu objeto. Não dareis a uma criança que aprende a ler um professor de filosofia. O progresso do Espírito familiar segue o do Espírito protegido. Tendo um Espírito superior que vela por vós, podeis também vos tornardes o protetor de um Espírito que vos seja inferior, e o progresso que o ajudardes afazer contribuirá para o vosso adiantamento. Deus não pede ao Espírito mais do que aquilo que a sua natureza e o grau a que tenha atingido possam comportar”.
A evolução do protetor é de acordo com o protegido. Junto a um Espírito altamente evoluído, movendo-se em um corpo de carne, certamente que a justiça colocará como guia um Espírito de maior elevação do que um Espírito ignorante. Quem poderá guiar um missionário envolvido nos fluidos da carne, a não ser um missionário mais elevado que lhe possa dar melhores orientações acerca da sua missão? Jesus opera juntamente com o Pai que está nos Céus. As falanges angélicas que O cercavam, quando de sua passagem pela Terra, recebiam as Suas ordens, nos trabalhos de cura e de assistência espiritual, onde a Sua mente ordenava. O apoio a um índio em estado espiritual embrionário que nesta reencarnação começa a despertar o raciocínio não pode ser igual ou do mesmo nível ao do protetor de Francisco de Assis. A própria razão nos diz que não deve ser assim.
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MUNDO ESPIRITUAL OU DOS ESPÍRITOS
Capítulo IX – Intervenção dos Espíritos no mundo corporal.
Dando continuidade ao estudo do tópico Anjos de guarda, Espíritos protetores, familiares ou simpáticos, vamos abordar as Questões de 503 a 504-a.
503. O Espírito protetor que vê o seu protegido seguir um mau caminho, apesar dos seus avisos, não sofre com isso e não vê, assim, perturbada a sua felicidade?
“Sofre com os seus erros e os lamenta mas essa aflição nada tem das angústias da paternidade terrena, porque ele sabe que há remédio para o mal, e que o que hoje não se fez, amanhã se fará”.
O Espírito protetor é equilibrado e não sofre com o sofrimento do seu protegido, porque dessa maneira ele não poderia lhe dar conselhos nem teria condições para ensinar, pois também sofreria. Compungem-no os erros do seu protegido, a quem lastima. Tal aflição, porém, não tem analogia com as angústias da paternidade terrena, porque ele sabe que há remédio para o mal e que o que não se faz hoje, amanha se fará.
504. Podemos sempre saber o nome do nosso Espírito protetor ou anjo da guarda?
“Como quereis saber nomes que não existem para vós? Acreditais, então, que só existem os Espíritos que conheceis?”
O Espírito protetor não tem nome, apesar de ter tido várias denominações nas vidas passadas.
504–a. Como então o invocar, se não o conhecemos?
“Dai-lhe o nome que quiserdes, o de um Espírito superior pelo qual tendes simpatia e veneração; vosso protetor atenderá a esse apelo, porque todos os bons Espíritos são irmãos e se assistem mutuamente”.
A não ser que ele mesmo possa nos sugerir algum, pelas vias mediúnicas, pelo sonho, pela visão, podemos dar a ele um nome que mais simpatizamos, que ele receberá com gratidão, e quando chamado por esse nome, atenderá com presteza ao seu protegido, O importante não é o nome; o importante é a proteção recebida.

LIVRO SEGUNDO
MUNDO ESPIRITUAL OU DOS ESPÍRITOS
Capítulo IX – Intervenção dos Espíritos no mundo corporal.
Dando continuidade ao estudo do tópico Anjos de guarda, Espíritos protetores, familiares ou simpáticos, vamos abordar as Questões de 496 a 502-a.
496. O Espírito que abandona o seu protegido, não mais lhe fazendo o bem, pode fazer-lhe mal?
“Os bons Espíritos jamais fazem o mal; deixam que o façam os que lhes tomam o lugar, e então acusais a sorte pelas desgraças que vos oprimem, enquanto a falta é vossa”. 
Os bons Espíritos nunca fazem mal a ninguém, por vivenciarem o amor, e já terem aprendido, nas caminhadas percorridas, que somente o amor salva e traz felicidade. É importante nós sabermos que não são os Espíritos superiores que se afastam de nós, nós é que cortamos a nossa sintonia com eles, atraindo os Espíritos ignorantes que nos assediam.
497. O Espírito protetor pode deixar o seu protegido à mercê de um Espírito que o quisesse mal?
“Existe a união dos maus Espíritos para neutralizar a ação dos bons, mas, se o protegido quiser, dará toda força ao seu bom Espírito. Esse talvez encontre, em algum lugar, uma boa vontade a ser ajudada, e a aproveita, esperando o momento de voltar junto ao seu protegido”.
O Espírito protetor não deixa seu tutelado à mercê de outro Espírito que queira lhe fazer o mal. O protegido, já dissemos, é que entra na faixa do “inimigo”, atraindo-o. O encarnado chama-o pelo procedimento e eles são muitos, atendendo pela lei dos afins. Deus o permite, por encontrar nos nossos sentimentos essa vontade que é de servir de instrumentos para que a luz se acenda nos corações.
498. Quando o Espírito protetor deixa o seu protegido se extraviar na vida, é por impotência para enfrentar os Espíritos maléficos?
“Não é por impotência, mas porque ele não o quer: seu protegido sai das provas mais perfeito e instruído, e ele o assiste com os seus conselhos, pelos bons pensamentos que lhe sugere, mas que infelizmente nem sempre são ouvidos. Não é senão a fraqueza, o desleixo ou o orgulho do homem que dão força aos maus Espíritos. Seu poder sobre vós só provém do fato de não lhes opordes resistência”.
A luz nunca teme as trevas; estas é que são escorraçadas pela luz, quando conveniente. O Espírito superior tem a seu favor a tranquilidade da consciência imperturbável, e se é imperturbável, ela nada teme. O protetor procura por todos os meios livrar o seu tutelado das artimanhas dos Espíritos inferiores; quando não consegue, por este estar ligado a eles por lei de afinidade, permite o Espírito protetor que seu tutelado fique envolvido, como lição, que no amanhã será valiosa, como prova. Quando nos ligamos a certas coisas, estamos pedindo para isso, e nos é concedido como experiência, por vezes notável, que vem nos ajudar a conhecer a verdade pela dor, tanto do obsidiado como do obsessor. Todos dois ganham na luta das trevas para se fazer a luz.
499. O Espírito está constantemente com o protegido? Não existe alguma circunstância em que, sem o abandonar, o perca de vista?
“Há circunstâncias em que a presença do Espírito protelar não é necessária, junto ao protegido”.
Em certas circunstâncias, o anjo-guardião deve sair de junto do seu protegido por força maior, mas não deixa de estar sensível às suas necessidades, onde quer que esteja. Para tanto, tem sentidos desenvolvidos, como Espírito elevado que é, e a sua iluminação lhe garante cumprir os seus deveres, mesmo a distâncias enormes para os encarnados, mas que para os desencarnados nada significam. Quando o protegido é consciente do seu amigo espiritual, ele pode chamá-lo pelo pensamento e esse atender pelos mesmos processos.
500. Chega um momento em que o Espírito não tem mais necessidade do anjo da guarda?
“Sim, quando se torna capaz de guiar-se por si mesmo, como chega um momento em que o estudante não mais precisa de mestre. Mas isso não acontece na Terra”.
Todos somos dependentes, de certa maneira, uns dos outros, em quase todas as circunstâncias da vida. Mas, de acordo com crescimento do Espírito, vamos nos libertando paulatinamente, passando a conhecer a verdade, como diz o Cristo, e tornando-nos livres. No entanto, essa liberdade é relativa em todas as direções da vida.
O aluno precisa de mestre até certo nível de escolaridade; depois vai se libertando e passando de discípulo a instrutor e nessa subida vai ganhando a libertação que lhe dá consciência do que deve fazer.
501. Por que a ação dos Espíritos em nossa vida é oculta, e por que, quando eles nos protegem, não o fazem de maneira ostensiva?
“Se contásseis com o seu apoio, não agiríeis por vós mesmos e o vosso Espírito não progrediria. Para que ele possa adiantar-se, necessita de experiência e em geral é preciso que adquira à sua custa; é necessário que exercite as suas forças, sem o que seria como uma criança a quem não deixam andar sozinha. A ação dos Espíritos que vos querem bem é sempre de maneira a vos deixar o livre-arbítrio, porque se não tivésseis responsabilidade não vos adiantaríeis na senda que vos deve conduzir a Deus. Não vendo quem o ampara, o homem se entrega às suas próprias forças; não obstante, o seu guia vela por ele e de quando em quando o adverte do perigo”.
A ação do Espírito protetor ao seu tutelado é oculta, e não poderia ser de outro modo, porque quem recebe ajuda muito visível, além de ficar dependente, se acomoda, fica esperando somente da fonte que lhe dá de beber, esquecendo-se do seu dever no campo do esforço próprio. Observemos um pai, quando dá tudo ao filho, sem dele exigir cooperação: o filho se acomoda e não quer se esforçar no trabalho, faltando-lhe o estímulo no cumprimento dos seus deveres ante a vida. Quando os pais, ao contrário, exigem dos filhos o trabalho que está à altura das suas forças, eles geralmente são filhos cumpridores dos deveres e se tornam pessoas de bem e honradas. Se os guias espirituais ficassem visíveis aos seus protegidos, seriam agredidos por eles com o petitório constante, e a dependência cresceria.
502. O Espírito protetor que consegue conduzir o seu protegido pelo bom caminho experimenta com isso algum bem para si mesmo?
“É um mérito que lhe será levado em conta, seja para o seu próprio adiantamento, seja para sua felicidade. Ele se sente feliz quando vê os seus cuidados coroados de sucesso; é para ele um triunfo, como um preceptor triunfa com os sucessos do seu discípulo”.
Vejamos: todo trabalhador é digno do seu salário. O Espírito protetor, quando vê que seu protegido está em bom caminho, que esse escuta seus conselhos e os coloca em prática, sente-se feliz pelo proveito dos seus trabalhos. Ele é recompensado pela consciência, no silêncio que a tranquilidade é doadora e a sua folha de serviço no reino onde habita fica enriquecida pelas bênçãos de Deus.
502–a. É ele responsável, quando não o consegue?
“Não, pois fez o que dele dependia”.
O Espírito protetor não é responsável pelos maus resultados que podem advir do seu tutelado, porquanto os conselhos são sempre bons, mas esquecidos ou mal interpretados. Ele faz o que está ao seu alcance para ajudar.

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